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 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília

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Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   17.11.14 15:49

O internato

Capítulo 08

Ela terminou o longo beijo molhado e se firmando na nuca do rapaz pasmo, virou para as amigas.
Cecília – Quem afinal, vocês acharam que era a grande vilã dessa história toda? A Grande mocinha ora, a quem menos esperava.
Manoela – Amiga... você...
Cecília começou numa longa risada debochada.
Marieta – Eu sabia que essa daí, não era flor que se cheirasse.
Cecília – Ha-ha percebi afinal que raio de amiga você é hein ? Dona Marieta , o que acha de leva-la para dormir com os ratos, essa noite, Heitor querido.
Elas estavam apreensivas.
Cecília – Peguei vocês direitinho, não foi? ( Disse se virando para os leitores também com uma piscadela). É claro que eu não sou má, mas não se preocupem o Heitor não vai nos entregar, ele foi aquele rapaz com quem eu me envolvi nas profundezas do oceano pacífico que lhes contei.
O rapaz rompe o diálogo em tosses roucas
Tony – Na verdade, eu me chamo Tony, sou irmão gêmeo de Heitor.
Cecília voltou a encará-la e momento depois o soltou, horrorizada. Meu Deus, o que ela fez? Beijou um desconhecido!
Manoela – O que você fez, sua maluca! Agora estamos mais enrascadas, ainda. ( Disse puxando a menina para próximo do corpo, metendo-lhe um beliscão com a ajuda de Marieta que apertava mais fortemente do que nunca como se fosse se vingar de todos o seus passado com a garota)
Cecília ( sem graça) – Ai, me perdoe...eu não quer...
Tony a puxou para junto do corpo e a beijou animalescamente. As amigas abriram o bocão parecendo duas bonecas de pano mal feitas dos desenhos antigos da TV Cultura.
Ele a soltou depois. Limpando os lábios e o cheirando como se fosse um predador.
Tony – Você beija muito bem garota. Por hora, você se pode se recolher, eu vou fingir que isso nada aconteceu, depois voltamos a nos falar.
Cecília não conseguiu sair dali, estava chocada demais. Teve de ser arrastada pelos braços das amigas que riram alto dando soquinhos no braço da menina dos tipo “ Mandou muito bem garota, acabou com a boca do balão”. Nossa protagonista demorou a pegar no sono, não pudera acreditar na jogada que por sorte, havia dado certo.
Correndo pelos corredores, Cecília se lembrou de que se esqueceu do diário do diretor na biblioteca e resolveu voltar, no entanto quando estava subindo a escada, Lorenzo apareceu surpreendentemente trajado num vestido branco e com olheiras macabras. Havia chorado muito pela perda de sua mãe. Ele a segura com gosto.
Lorenzo – Já pensou se a menininha tropeça e rola escada abaixo?
Cecília o enfrenta – Pena que eu já conheço essa história. E sou fã número um de Senhora do Destino. Portanto, permita discordar de você e bancar a advogada do diabo. – E fazendo um gesto rápido, ela o atirou pela escada. Por sorte, ele conseguiu segurar no corrimão, gritando pelos seguranças. Ela correu até a biblioteca e percebeu que a porta estava trancada, rapidamente ela desceu pelas cortinas até o jardim e se escondeu atrás de um arbusto, quando vira os seguranças passarem. Dando volta, conseguiu pegar um atalho para o dormitório e se enfiar na cama, antes que alguém a visse.
***

No outro dia pela manha...

No banho, agachado no chão do chuveiro. Lorenzo se lembrara do dia que ela retirara ele de um Orfanato, onde foi abandonado pelos pais, quando ainda tinha apenas três anos e chora de soluçar esmurrando a parede, não se conformando com a morte de sua mãe.
Lorenzo – Por que tinha que ser ela, por que... Ela era perfeita, não tinha defeitos. Totalmente diferente de mim.
E se levantou para se encarar no espelho quebrado, onde era possível notar uma  gota de sangue saindo da rachadura.
Lorenzo – Como muitos dizem, eu nunca prestei. Não sei como pude iludir com a Cassandra, isso nunca seria duradouro, esse conto de fadas iria acabar. Eu sou realmente um lixo, como minha mãe me xingava : o lixo do lar. – E pressiona a própria cabeça na rachadura, ferindo-a. Ele começa a berrar – Ou melhor, como as freiras diziam, a bichinha corcunda, gorda e cavalo quatro olhos, pelos aparelhos dentários gigantes e o óculos. – Você nunca vai poder gerar filhos, você não tem uma abertura própria para o sexo, tem que ser que nem galinha, ter cloaca. – AI QUE ÓDIOOOOOOOOOOOOOOOOO... – E aqueles boys me rejeitando, mandavam eu me tratar – MAS EU MUDEI ( disse num tom diabólico, seus olhos se dilataram) – Mudei, hoje sou um loirão lindo, tenho tanquinho, postura ereta, sem apetrechos na cara, estou na moda. E EU VOU PROVAR PARA TODOS ELES QUE LORENZO BISMARK TORRES é o campeão expert em atacar. Aguardem-me, meus queridos.
Ao som de Katy Perry This is how he do. Ele sai e após se enxugar, enrola a toalha brilhante na cabeça e de frente para um espelho enorme, põe sua perna em banquinho espumado e começa a passar hidratante de uma maneira fogosa. Seu reflexo aparece no meio da enorme pia de mármore negro e ele escovando os dentes com sua escova elétrica. Rímel. Base primária. Pó de Arroz. Lápis de olho, por favor. Sombra secundária, preciso de você. Hidratante Labial. Batom avermelhado tonicamente sete apareça. Perfume francês.
Lorenzo – Agora...( Ela desliza o enorme portal de seu guarda-roupa gigante dentro de seu closet), a melhor parte.
Ele apareça na frente do espelho com um de terno e graveta com losangulos cor-de rosa, dando-lhe um aspecto Romero Britto.
Lorenzo – Não, muito formal!
Minutos mais tarde, ele aparece novamente no espelho, só que desta vez com uma roupa mais oriental, um tom mais claro de biquíni e abaixo uma saia decorada com escravos da época. Em sua cabeça o adorno de Cleópatra.
Lorenzo – Bem que eu queria, mas não sou mulher, infelizmente. Por que se eu fosse não teria homem que me aguentaria.
Por fim na terceira vez, ele parece com uma camisa azul e a bermuda num tom mais escuro xadrez. Ele joga o cabelo para o lado, com o secador, passando  a pomada e levantando o topete.
Lorenzo– Perfeito! Ai que delícia!
Abiel chega por trás e acocha, dando mordidinhas na sua orelha. Ele se arrepia por inteiro. Os dois caem na cama e se beijam loucamente.
Lorenzo – Que bom que você acreditou no que eu te disse. Ela está querendo te tirar de mim e suas amiguinhas vira-latas no fundo querem ver o circo pegar fogo.
 

***

Cecília acordou com travesseadas das amigas pelo feito da noite anterior. Mas logo se restabeleceu a ordem no local. Ciclope juntamente com um grupo de duendes com cintões invadiram o enorme cômodo repleto de leitos. O grandalhão estava vestido com um terno preto e uma rosa roxa no peito em prol do luto. A cada três segundo assuava o nariz no lenço do bolso pelo acontecido e sua voz se enfraquecia como um bebê. Era patético!
Ciclope – Não é por que infelizmente a diretora Cassandra não está mais conosco que não vemos seguir seus métodos ortodoxos de tratamento. A eleição de seu sucesso será feito hoje pela nossa equipe no período da tarde e a noite, todas vocês terão que ir para a sala de reuniões para receber o sortudo por aplausos. AGORA TODAS VOCÊS...SE APRONTANDO E DESCENDO PARA TOMAR CAFÉ DA MANHÃ...AULA DE ARITMÉTICA RÍGIDA PARA O QUINTO ANO, TEORIA DA COMPLEXIDADE PARA O SEGUNDO, SÉTIMO QUERO A ENGENHARIA DO FOGUETE PRONTA, POR QUE O LANÇAMENTO DEVE SER FEITO ATÉ AS 17 HORAS E OITAVO ANO SEM DESCANSO ENFRENTARAM UMA PROVA INTERNA O DIA TODO COM OS CHEFES DA ÍNDIA. BOM DIA A TODOS. (E saiu a disparar pela porta. Os duendes ficaram ali comandando a situação)
Cecília – Quem ele acha que somos uma máquina? Além do mais a Georgina, tem uma mania muito forçada de apresentar a aula, muito Katy Perry mundo doce. – E se lembra de quando conheceu a professora e ela ensinou função linear com a música Last Friday Night. Era outra banana!
Marieta – Isso é pior que escravidão no antigo Egito, pai amado! ( e fez o sinal da cruz)
Cecília – Eu não vou para aula de Aritmética nenhuma, nem vocês deveriam voltar. Precisamos voltar naquele quarto no corredor, próximo aos faxinórios ( dormitório dos faxineiros) para conversar com o esquizofrênico.
Manoela – Você ficou maluca! E se nos pegarem.
Cecília – Andei pensando a noite toda, acho que o rapagão de ontem a noite, pode nos dar uma mãozinha. (E sorriu para as amigas)
Sala dos seguranças...

Tony – Vocês querem que eu... o quê ? (Estava com os pés encima da escrivaninha)
Marieta – Isso que você ouviu bonitão, nos dê seguranças enquanto interrogamos o tal do Jefferson.
Tony – Vocês ficaram malucas, eu posso ser demitido, por causa disso. Álias, vocês deveriam estar na aula de Arit...
Marieta – Você tem certeza que vai querer perder, esse chuchuzinho de menina.
E apontou para Cecília que tirava de leve o sutiã, mostrando os seios. Ele começou a babar.
Manoela – Para com isso, vocês estão tentando o garoto, veja ele tá babando.
Marieta – Cala boca, sua virgem. Homem é para se usar. – Disse com Malícia.
Cecília – E então Tony ( apalpando suas pernas). Vai querer me desprezar ? ( E sentou no colo dele)
Ele de repente de supetão gritou: Tranquem a sala, não quero que ninguém nos pegue aqui.  E vocês nos deixem a sós.
Manoela ficou pasma ao ver a cena que para ela era um pecado mortal. Marieta a tirou de lá e foram para aula de Aritmética.
Tony de dezoito anos tirou a camisola da novata de dez anos e com muito cuidado a depositou em cima da mesa. Ele tirou sua camiseta de forma brutal e rápida para não parar de beijá-la. Ela segurou em sua nuca com uma mão e com a outra arranhava delicadamente suas costas, apertando em alguns intervalos. Ao som de Brand New Day de Joshua Radin, dava para perceber que alguns pássaros pousaram na grande janela ensolarada ao fundo, do lado de fora, para contemplar a beleza da natureza que Deus criara. Eles derrubaram papéis, pastas, porta-canetas, tinteiros, até cinzeiros só para poderem ter aquele momento de prazer. Cecília que fazia tudo por interesse, de repente abriu os olhos e fitando o brilho nos olhos do rapaz, sentiu um fogo subir-lhe pelo peito. Desejou que aquilo nunca mais acabasse. Que ficasse prendida a ele para sempre. Eles acidentalmente apertaram no alarme de incêndio embaixo da mesa e começou a jorrar água do teto pelos poros que ali se abriram. Rindo, eles correram molhados para uma parede seca e ali engataram apaixonado, mais um beijo apaixonado. Ela agora estava levantada por ele.
 

Minutos mais tardes na Enfermaria...


Tony agarrará o punho da menina, antes dela se adentrar pelo quarto.
Tony – Temos pouco tempo, não se esqueça.
Cecília concordou com a cabeça e entrou.
O local parecia mais limpo como de costume. Um cheiro forte de creolina brotava do revestimento do chão que estava desgastado. Ela fechou a porta e chamou pelo enfermo, mas ele não apareceu. Quando passava pela janela com grades, ela tomou um susto um gato preto muito similar àquele que estava na casa do jornaleiro Manoel apareceu e a encarou de forma ostensiva. Ela o ignorou e seguiu até a suíte de azulejo antigo, com ladrilhos encardidos de lodo, devido à infiltração que culminava do teto. Quando abriu a velha porta branca de madeira, escutou um rangido estridente e seu coração disparou com a sequência daquele ato.
O espelho estava quebrado de uma maneira muito estranha, rachaduras por toda parte deformavam seu reflexo em direção ao centro. A arma do crime estava no chão: Uma pedra. Mas quando ela segurou o objeto, ele se espatifou em sua mão transformando de forma líquida em sangue que fez a menina escorregar e cair sobre a tampa da privada. Ela berrou de medo. Mas antes mesmo de se recuperar, a banheira que apesar de cheia, estava aparentemente silenciosa, irrompeu em mãos cheias de bolhas com veias amostras que agarram a menina sem piedade e a afundaram na banheira. Ela tentou gritar, mas as mãos a calaram. Do fundo da banheira, brotou a silhueta de Jefferson que parecia mais bipolar do que nunca. Seu cabelo estava repartido ao meio, elevado nas laterais de uma maneira cônica dupla que o assemelhava ao coringa.
Ele sentia prazer com aqueles gemidos de socorro. Começou a gargalhar de uma maneira idosa e asmática para aquilo.
Jefferson – Chegou a hora de morrer, fiotinha !
Ela tentou de tudo para contê-lo, mas sua força não era pália para aquele homem. Logo os pulmões foram recebendo água e ela começou a engasgar. Ele soltou a mão da boca e aproveitou para apertá-la ainda mais fundo na banheira. Até que ela.....MORREU ?
CONTINUA...



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João Santos
Prata
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Idade : 22
Cidade : Taguaí

MensagemAssunto: Re: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   17.11.14 15:55

Parabéns Vinícius.Não vi nem quando akbou esse capítulo.
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Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: Re: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   17.11.14 15:59

Resolvi manter a web João...Mesmo sendo pouco, existem pessoas que curtem, não posso abandoná-las.
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Wagner Nascha
Gold
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Idade : 21
Cidade : Formosa do Rio Preto

MensagemAssunto: Re: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   19.11.14 9:38

Nossa, capítulo de ouro esse, será que a Cecília morreu? Acho que não Wink
Amo esse Lorenzo, não sei porque mas não consigo odia-lo hahaha!!!!!
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Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: Re: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   19.11.14 19:33

Queria que mais gente lesse... :c
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Luiz Carlos Bascos
Platinum
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Idade : 22
Cidade : Brasilia

MensagemAssunto: Re: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   21.11.14 11:41

Nossa , gostei da sua forma de escrever , é uma ótima série. Parabéns!!!! Smile Very Happy
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Maspiron
Prata
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Idade : 28
Cidade : Varzea Grande

MensagemAssunto: Re: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   16.12.14 12:39

Opa tamo junto aqui, nao tive tempo para ler antes mais saiba que estou lendo todos os capitulos e que seu jeito de escrever é diferente e inovador, se tivesse que escolher melhor do ano de 2014 com certeza seria vc!
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MensagemAssunto: Re: 8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília   

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8º Episódio de O Internato - Morte de Cecília
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