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 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "

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AutorMensagem
Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   01.12.14 18:05

O internato
Capítulo 11
Lorenzo – Ficou com medinho, moreninha oxigenada, foi?
Cecília – EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ, SUA CRIATURA DOS INFERNOS!
Abiel se desesperou – Cecília fica quieta, ele tá armada.
Cecília – Eu não estou nem aí para esse frouxo, ele só está aqui para ameaçar, acabar com a nossa alegria. Meu Deus, se eu soubesse que você tinha tanto inveja assim de mim, eu tinha mandado logo a irmã Clotilde te levar para benzer, por que só Deus, resolveria o seu caso.
Lorenzo – Cala boca, sua boneca de engonço.
Abiel – Não brinca com coisa séria Cecília. Por favor, Lorenzo, em prol, do que me falaram que a gente viveu, abaixa essa arma.
Lorenzo – Em Prol do que me falaram? Quer dizer, que você não se lembra de nada ? Absolutamente nada ! É AGORAAAAAAAAAAAAAA QUE EU MATO ESSA DESGRAÇADAAAAAAAAA... ( E ativando a arma, dispara, um tiro atinge em cheio o peito da menina que cai no chão, agonizando)
Abiel – CECÍLIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!
Lorenzo – Isso mesmo sua azeda, morre. Faz um favor para humanidade. Prove a extinção feminina e a ascensão de nós, viadetes. Haha ! Adogoooooo, ser maléfica, bichaaaaa !!! Ai que delíciaaaaa ( e joga a franja oleosa, fazendo biquinho)
Ele engatinha até próximo ao corpo, numa expressão de completa felicidade e retira do bolso um frasco contendo ácido sulfúrico. Abrindo, ele despeja afeminadamente com dedinho mendinho levantado, sobre a face da menina, num tom doentio.
Lorenzo – Queima, bebê...Queima...Tu deformastes mi face, agora tu pagarás com esta monstruosidade para siempre, hahahahahaa.... ( Cecília berra de dor. Abiel consegue se levantar e chuta e Lorenzo para longe)
Abiel – Para com isso ! Sua bicha doentia !
Lorenzo – Que que foi ? Sou mesmo e daí ? (Assoprando a gorda franja que cai sobre seus olhos)
Abiel sai da cama numa rapidez e pegando o porta guarda-chuvas arremessa para cima de Lorenzo que cai batendo a cabeça em um armário.
Abiel – EU VOU CHAMAR A SEGURANÇA, AGORA !!! (e pressiona o botão vermelho próximo a cama)
Lorenzo – Pode chamar machão. Pensa que eu esqueci as nossas noites quientes ? Hahaha. SOU EU QUE PAGO O SALÁRIO DELES ! Adoro essa situação de submissão a minha pessoa, Ai... Que... ( mas ele não consegue terminar a frase)
A Segurança chega e ele avisa o que aconteceu. Lorenzo é levado para seu quarto, bravejando tristemente:
Lorenzo – Isso não é nada delícia! Eu quero um doce de leite para compensar a interrupção da minha cena, seus macacos de ternos!
As enfermeiras se desesperam com a queimadura no rosto de Cecília e o tiro em seu peito.
Abiel – Ela vai ficar boa? – Perguntou o garoto num tom incrédulo.
Enfermeira – Nós ainda não sabemos!
O Corpo de Cecília é mostrado desacordado no chão. Fecha no rosto instrumentalizado de Abiel, completamente atordoado olhando de cima da cama.




***
No outro dia pela manhã...
A música de abertura da série começa a tocar por entre os galhos altos daquelas árvores no pátio do Internato. Sonho de Ícaro de Biafra. Pássaros nem tem sede de cantar naquela nublada manhã. No segundo andar, na penúltima janela a esquerda dos fundos, uma freira abre as cortinas e é revelado ser o quarto, onde Cecília está se recuperando. Seu rosto está completamente enfaixado e aos seus pés, sentada na cama, Marieta acaricia sua roupa, num tom manifestante de amizade.
Cecília abre os olhos com dificuldade, seu rosto não para de arder, ela balbucia :
Cecília – On..de, estooou ?
Marieta – Cecília, que bom que você acordou. Eu e a Manu não conseguimos dormir direito, pensando que o pior havia acontecido.
Cecília – Onde está o Abiel?
Marieta -  Repousando no quarto ao lado. Deve ter alta ainda essa semana, ele vai ficar aqui com você.
Cecília – Duvido se aquele...(ela pausou um tempo, procurando as palavras certas). Se aquela RAMERA F.D.P ASSASSINA DE UMA FIGA, vai deixar ( essas últimas palavras num tom sarcástico)
Marieta – Aquela coisa não tem que impedir nada. Todos ficaram sabendo que ele fez e parece que a imagem dele mudou! Não é mais o queridinho, não  ! hahahah.
Cecília tentou sorrir, mas não conseguiu. De repente, algo se passou pela sua cabeça. Onde estava Manoela?
Cecília – Onde está a Manu?
Marieta – Ficou estudando na biblioteca, até passei o terceiro símbolo para ela anotado numa filha avulsa, para ver se ela não pode dar uma adiantada, para a gente.
Cecília – Boa ideia!
Mas quem disse que a mulata dócil de sempre estava na biblioteca. Seu corpo estava do outro lado do prédio, no quarto de Lorenzo.
Acabara de fechar a porta da grande sala dele, recheada de fontes com esculturas da Grécia antiga, condecoradas com cortinas de malha fria branca e luz fluorescente que ia do azul ao verde água.
Manoela – Mandou me chamar, Diretor?
Lorenzo – Mandei sim! ( Disse ele saindo da posição Cleópatra de seu devaneio rotineiro em seu divã roxo, com bases douradas). Sente-se querida, fique a vontade. ( Jogou goela abaixo uma ampola de analgésico, estava com uma terrível dor muscular pela briga do dia anterior)
Manoela – Então, o que o senhor deseja comigo? 
Lorenzo – Gostei de você, bem objetiva. Esperei que fosse brigar comigo pelo acontecido com o seu protótipo de amiga. ( Disse mordendo uma maça do amor e seus dentes de branco, transformando numa cor avermelhada)
Manoela – Eu não sou burra! Sei que o senhor que manda agora !
Lorenzo – Ai, que fófis, adorei a veneração. Faz o seguinte. Levanta dessa cadeira. ( Disse ele saindo) e beija meus pés.
Manoela o encarou assustada com o pedido.
Lorenzo – Anda logo imbecil, faz logo que eu estou mandando.
Ele obedeceu e ele chutou seu rosto com veracidade. Soltando uma risadinha abafada.
Lorenzo – Você é digna da proposta que vou fazer. ( Disse arqueando as sobrancelhas).
Ele abriu uma longa gaveta de sua escrivaninha e tirou um malão cheio de dólares.
Lorenzo – Sei que é muito nova para isso, mas quero lhe oferecer isso. ( Os olhos da menina faiscaram) e é claro, sua liberdade se você fazer o brilhante favor de passar para o meu lado. ( Olhou para ela, expandindo os olhos azuis de uma maneira musa)
Manoela – Mas é claro que eu topo ! Topo sim ! ( Disse a garota, revelando ser uma politicamente correta da vida, que no fundo só faz por que é conveniente)
Lorenzo – Ual ! Foi mais rápido do que eu pensava !
Manoela – As outras cenas ! – cochichou em tom de reposta.
Lorenzo – Ah é, eu esqueci que tem mais coisa ainda para vir nesse capítulo. Que egocêntrico, eu sou, não? Hahaha. Mas eu adoro ser. Ai que delícia. ( Disse rindo junto com ela, apertando a mão da nova parceira, enquanto com a outra se deliciava chupando um pirulito e mexendo os ombros, feito uma gralha)
Já de Madrugada...
Abiel termina de traduzir a mensagem dos heliógrafos e fica chocado com os seguintes dizeres :
“ Nem a esquizofrenia causada por Aaron Copland. Nem o meu amor será capaz de deter o plano que tenho em mente. Se não, não me chamo Cecília Dudooke.”
Meu Deus! Sua namorada, prima, melhor amiga, era uma assassina!
Vivian, uma garota do oitavo ano, série de Cecília, não aguentou ficar só com a comida do jantar, precisa assaltar a geladeira, como sempre fazia e levando seu kit para surpresas indesejáveis no caminho, saiu descalça pelo chão molhado, esbanjando a banha que balançava por baixo da camiseta curta azul bebê regata que tinha.
Ela abriu a geladeira num tom bem suíno, surrupiou os biscoitos, garrafa de leite, torta de chocolate, que aproveitou para dar uma mordida, sujando todos os beiços. Coxa de frango que enfiou no bolso da saia, suspiro que colocou na calcinha e mais algumas colheradas na boca agora de pavê direto da vasilha. Pronto, acho que dava para aguentar, até o café da manhã, pensara ela.
Foi então que quando voltava para o quarto, ouviu risadas vindo de um cômodo, ela se precipitou a escutar e escutou a revelação do assassino. Saindo correndo pelos corredores desesperada que nem um sapo na praia, deixando cair guloseimas pelo corredor.
Manoela terminava de pentear o cabelo no banheiro, acabara de acordar para ir ao banheiro e agora não para de narcisismo, só por que tinha se passado para o lado do mal.
Manoela – Se vai vencer na vida, garota! Seus pais vão ter orgulho de você! – Disse para si mesma.
Quando Vivian invadiu o banheiro relatando o que vira. Pedindo para relatar tudo a Cecília, ela sabia por maior de Marieta que elas estavam investigando. Quando a gordinha proferiu o nome, Manoela ficou desesperada. Ela pediu para a menina ficar calada e aguardar em sua cama, se não iria acordar as outras leitas e que já ia falar com ela sobre isso. Assim que a menina saiu, ela lavou o rosto, os braços, a mão com bastante detergente e cheirando e enxugando, disse para seu reflexo no espelho.
Manoela – Chegou a hora! Proteja-me pai, eterno! Faça que dê tudo certo.
Manoela pegou um travesseiro que estava numa poltrona e escondeu por trás do corpo, até se aproximar o suficiente de Vivian, quando sem pensar duas vezes começou a sufocar a menina, que gritou desesperada.
Manoela – Você vai ficar quietinha! ( Disse num tom possuído). Vai contar ninguém, o que ouviu!
Vivian gritava de desespero, mas não dava para ouvir, o travesseiro abafava a voz. Até que Marieta que mexia na cama ao lado, escutou os gemidos e abriu os olhos, PRESENCIANDO TUDO !!!
Marieta – Mas o que está acontecendo aqui ? – Berrou a garota.
Manoela soltou o travesseiro, seu cabelo bagunçado caia sobre os ombros numa expressão terrorista. Vivian tossiu de falta de ar, encarando assustada para a menina santinha. Fechou no rosto confuso de Marieta.
No quarto de Cecília...
Cecília acorda para assustada com um pesadelo e observa que aquele gato preto estranho a encara na poltrona com olhos vítreos. Ele mia assustadoramente e some por entre as cortinas da janela. Cecília vai até o banheiro e ao retirar as faixas de seu rosto, percebe que ele está intacto. Como isso poderia ser verdade? Só podia estar sonhando? Ela havia sido queimada com ácido! Lavou o rosto e percebeu que era realidade. Ao voltar no quarto, se deparou com o maior susto da sua vida. Com Abiel caído aos pés da sua cama, se retorcendo, não conseguia falar. Desesperada ela se aproximou dele e percebeu que sua mão havia um papel. Ela leu a tradução dos heliógrafos e se desesperou... NÃO, ELA NÃO ERA UMA ASSSASSINA! Voltou a encará-lo, mas já tinha perdido o pulso. Estava Morto.
CONTINUA...
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Maspiron
Prata
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Idade : 28
Cidade : Varzea Grande

MensagemAssunto: Re: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   02.12.14 11:09

Com certeza é a melhor web série momento, como mostra a audiencia parabens escritor, faz um ótimo trabalho..
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Wagner Nascha
Gold
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Idade : 21
Cidade : Formosa do Rio Preto

MensagemAssunto: Re: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   02.12.14 12:19

Nossa esse episódio foi de peso, então a Manuela agora é do lado negro?
A série está fantastic, MoMo sem medo de dizer, parabéns!!! Smile Wink
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Anita Reiis

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Idade : 19
Cidade : rio de janeiro

MensagemAssunto: Re: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   02.12.14 21:17

to adorando a série rss... cadê o capítulo 12? To super ansiosa
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Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: Re: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   02.12.14 21:40

Muito Obrigado Anitta e a todos que estão gostando, eu escrevo por vocês, obrigado.
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Anita Reiis

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Idade : 19
Cidade : rio de janeiro

MensagemAssunto: Re: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   04.12.14 1:04

abandonou??
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Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: Re: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   04.12.14 1:20

Nunca, eu amo a arte de escrever. É que é toda segunda e sexta, então o próximo capítulo amanhã será postado. Fique ligada por que tem muita coisa ainda por vir. Cada capítulo é uma história diferente. Velocidade frenética.

Veja a chamada para o capítulo 12 ...

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MensagemAssunto: Re: 11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "   

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11 º Capítulo de O Internato - "Amiga da onça "
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