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 14º Capítulo de Internato - A Grande fuga

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AutorMensagem
Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: 14º Capítulo de Internato - A Grande fuga    08.12.14 17:20

O INTERNATO
Fase Final
·         Para leitores com problemas do coração um aviso : pular a cena destacada no final do capítulo. Obrigado.
Capítulo 14
Ela havia perdido completamente a capacidade racional, estava sedenta por carne fresca e seu prato predileto seria o braço daquele garoto esnobe: Lorenzo.
Lorenzo – Nem pense nisso, seu saco de pulga nojentos, eu sou o diretor dessa...
Mas era tarde demais, a lobiwoman pulou em seu braço e começou a puxar para arrancar, ele começou a urrar de dor. Ciclope começou a rir, mas Vera se compadeceu, era violência de mais para ela. Tentou afastar o animal. Lorenzo berrava chamando ajuda de Manoela, revelando ser sua capanga.
Manoela tentou fingir que não era com ela, mas Marieta arremessou a menina contra uma estante de livros.
Marieta – Eu bem que estava desconfiando desse seu comportamento estranho, sua Judas!  SE PREPARA PARA LEVAR A MAIOR SURRA QUE JÁ LEVOU NA SUA VIDA !
Manoela começou a rir e a olhou endiabrada – Acha mesmo que eu tenho medo de você, garota !
Marieta – Eu vou te encher de pancada, sua impostora, mau caráter, vigarista!
Manoela – Eu duvido que você toque um dedo em mim. Sabe, por quê ? – Disse com ironia – Eu te entrego para a polícia e seus papaizinhos chulezentos vão mofar e cansar de ficar enjaulados, apesar de que eles são animais, não é mesmo ? ( Rindo)
E sai mostrando o dedo do meio, sobre a fúria contida de Marieta. Lorenzo conseguiu escapar e saiu correndo para seu quarto. A professora Vera revelando ser uma feiticeira branca a levou para a sala dos professores, gostaria de ter uma conversa a sós com ela.
Na sala dos Professores...
Vera tratou de verificar que todas as cortinas estavam bem fechadas, quando trancou a porta e revelou sobre o olhar curioso da menina, uma transfiguração glacial mágica, tornou-se uma feiticeira branca, onde era possível ver a nitidez de sua alma. Seus cabelos tornaram claros como a luz do luar.
Cecília – Professora, a senhora é ?
Vera – Uma feiticeira da noite. Acho que tem percebido desde um tempo que existem criaturas animagas por aqui, certo ?  Ciclope, duendes... Caveiras da limpeza.
Cecília – Sim.
Vera – Pois bem. O que acabou de acontecer hoje com você foi uma experiência parecida. Você é uma Lobiwoman, querida !
Cecília – Loba.. o quê ?
Vera – Lobiwoman. Uma versão fêmea dos Lobisomens, muito rara por sinal. Para poder nascer uma, é preciso que você seja a primogênita de um casal de pais que por sinal quanto te teve exatos, ela 22 anos 11 meses e 14 dias e ele 25 anos e um dia. Certo ? Além de no dia ter tido um eclipse solar, seguido de terremotos no extremo oeste do planeta.
Cecília – Sim, eu nasci um dia depois do aniversário do meu pai. Meu Deus !
Vera – Mas fique tranquila, pode ser difícil no começo controlar seus poderes, o braço do diretor que o diga.
Cecília – Meu Deus, eu arranquei o braço dele ? – Disse chocada.
Vera riu – Quase arrancou. Mas bem que ele merecia.
Cecília – É agora que eu estou perdida ! Tudo bem, que aquela bichona louca não merece nem a vida, mas não podia ter ido tão longe.
Vera -  Que isso ! Ele não pode fazer nada contra você ! Há animagos aqui no internato, não pode de denunciar, ele mesmo é um.
Cecília – Sério ? O que ele é ?
Vera – Nós tivemos sorte de sermos figuras tão impressionantes, ele pobre coitado tem o poder de se transformar num mísero rato. Que, contudo, pode ouvir as conversas de uma maneira bem peculiar se quiser. Vez o outra pode aparecer de vampiro, mas só nas luas novas.

Cecília gargalhou – Ai, eu não acredito.
Assim passaram o resto do dia juntas tomando um delicioso café na sala dos professores vazia e treinando algumas dicas para se conter. Vera explicou que ela deveria descobrir o ponto “ Otto” dela, que seria uma espécie de ligador dos poderes. Mostrou que o seu era uma palmadinha no norte da orelha direita.
Quando saiu da sala já de noite. Foi assustada por Marieta e Vivian na esquina de um corredor para o quarto das intentas. Elas contaram tudo sobre sua performance maravilhosa, apesar que ela não achou nada daquilo. Mas o que mais mexeu com ela foi a traição de Manoela. Aquela garota iria pagar por ter passado para o lado das trevas, maquinou um instante. Mas depois convenceu que o desprezo era o melhor a se dar para pessoas daquela índole.


Semanas mais tardes... Depois de dias de treinamento secreto naquela sala...
De madrugada, quando ajudavam Vivian a assaltar a geladeira, apesar de não aprovar a saúde que ela estava levando. Tony apareceu para dar uns amassos na garota. Ela se sentiu incomodada, pois gostava de Abiel, mas não queria terminar com o segurança, afinal poderia precisar dele para alguma coisa.
Tony – Que foi, se tá estranha comigo ?
Cecília – Impressão sua. – Disse a garota enlameada por seus braços. – É essa história Tony, deu ser uma animaga e quase ter arrancado o braço do esnobe do Lorenzo.
Tony – Você não deveria se preocupar com isso. Já faz semanas – Disse ele acariciando seu rosto. – Sabe, eu gostaria muito de ser um.
Cecília – Você fala isso, por que não sabe a responsabilidade que é ser um.  – Disse ela voltando-se para a janela, tomando uma brisa na janela, até que observa uma cena surpreendente. Não há nenhum segurança na portaria do internato.
Cecília – Meu Deus ! É bom de mais para ser verdade !
Tony – O que foi ?
Cecília – Veja não há ninguém na portaria e não estou vendo nenhuma luz de lanterna rondando o jardim, onde estão os seguranças ?
Tony – Hoje é feriado na cidade. Dia dos Seguranças, estão todos de folga. Quem está cuidado de tudo sou eu e alunos da última série.
Cecília – Mas não podia ser melhor. Vou avisar a Vivi e a Mary, estamos livres...
Disse ela saindo pelo corredor, deixando Tony sem entender.
Marieta sai do banho e quase escorrega ao perceber que Cecília e Vivian estou ali ansiosas no banheiro para falar com ela.
Marieta – Mas que Diacho, é isso ?
Cecília – Estamos livres.
Vivian – Hoje é dia dos seguranças!
Cecília – o Tony está coordenando tudo, podemos fugir.
Aquilo ecoou no ouvido de Marieta com uma alegria tão grande, que ela começou a pular com as amigas pelo banheiro e a toalha caiu, deixando elas envergonhadas.
Marieta – Desculpa, hehe. – Disse, subindo o traje.
Elas estavam fugindo na calada da noite do local, quando Cecília se lembrou de despedir da professora Vera. Parou uns dez minutos mesmo sobre pressão das amigas e escreveu uma carta para ela, deixando embaixo da sala dos professores.
Depois quando retiravam os galhos das árvores do meio da visão, alguém puxou seu braço. Era ninguém menos que Abiel.
Abiel – Vim o mais rápido que pude. Que boa notícia! É melhor nos apressarmos, se não quisermos, ser pego.
Cecília – Espera ! – Disse ela de supetão.
Marieta – Mas o que foi agora ?
Cecília – Preciso me despedir de alguém que nos ajudou nessa jornada. Um minutinho só.
Ela sai e Marieta e Vivian fica de risinhos, Abiel não gosta nada da situação.
Cecília aparece na sala de Tony que está chorando debruçado sobre a mesa.
Cecília – Tony ?
Ele se vira e tenta esconder as lágrimas no palito.
Cecília – Por favor, não fique assim. (Ela pega um papel no bloco de anotações e escreve se endereço) – Aqui, está meu endereço. Quero que você me procure, quando sair daqui.
Mas ele continua a chorar.
Cecília – Hey ? Olha para mim ! ( e levanta a face dele) Você sempre vai ser o único homem que eu amarei nessa vida – Diz, mentindo para consola-lo da despedida.
Tony – Isso é sério Senhorita Dudooke ?
Cecília -  Claro. Afinal tive a minha primeira vez com você e sinto algo diferente quando aproximo de você – Não gostava de mentir, mas era para uma boa causa – Quero que fique com isso ! ( E o entregou de dentro do bolso um pequeno lustre enevoado com uma bailarina. Era um toca fita do Lago dos Cisnes. – Ganhei, quando era pequena, foi uma das poucas coisas que sobreviveu a queda de avião, espero que se lembre de mim.  – E o beijou apaixonadamente de olhos fechados, ao som daquela ilustre melodia – Agora preciso ir.
Quando ela abriu a porta, ele mandou aguardar e entregou uma foto antiga dele, de quando era garoto.
Tony – Quero que fique com isso.
Ela sorriu – Meu Deus, você era uma gracinha. Obrigada – E o abraçou. Lágrimas encharcaram seus olhos cor de mel.
Começou a tocar a música Brand New Me de Alicia Keys. ♫
Cecília – Então, até um dia desses.
Tony – Até, minha lindinha. – Disse com desgosto, começaria o pranto em segundos.
Ela fechou a porta. A Batida foi feroz. O silêncio invadiu a sala, como o vazio de sua alma. Ele se contorcia no chão de tanto chorar. Ela ao andar pelo corredor chorava. Seu andar sempre vagaroso, não olhava para trás. Seu cabelo esvoaçava com a brisa forte. Ao virar para o jardim, foi repreendida pelos amigos.
Abiel – O que é isso na sua mão ? – Disse, perguntando da foto virada entre suas palmas macias.
Cecília – Nada. – Escondeu nas vestes.
Eles saíram cautelosos do Internato. O portão velho de cemitério bateu com estrondo. Da cobertura, Manoela vira tudo com um olhar de cólera.
Manoela – Se eles pensam que vão fugir, estão muito enganados. Vou avisar o meu amo, agorinha mesmo.
***
Ela ligou para Lorenzo que terminava de fazer as unhas num salão de cabelereiro chiquérrimo no centro de Moscou. Do conhecido Wilson Bernardo, profissional muito cogitado pelos famosos.
Wilson – Prrronto merci, acho que podem tirar a toalha do cabelo desse vilón e lavá-lo com água dos geiseis da pirâmide de alexandrrria.
Lorenzo estava ansioso, mas quando puxou a toalha seu cabelo havia sumido, estava careca.
Wilson pôs a mão na boca desesperado.
Lorenzo – MAS O QUE SIGNIFICA ISSO ? FIQUEI CARECA !
Wilson se ajoelhou ao lado dele, dizendo mil perdões, mas Lorenzo o chutou para longe, todos ficaram assustados com tamanha brutalidade.
Lorenzo – CALA ESSA SUA BOCA, DE MATRACA DE ÔNIBUS.E SE PREPARE PARA O HOLOCAUSTO QUE EU VOU FAZER NESSA SUA BOTIQUE DE ESQUINA.
E levantando começou a jogar os potes de creme no chão. Quebrar espelho.
Wilson – Mas ele tá acabando com meu salón...Eu não posso deixar isso acontecerrr ! Me solte Matilde....
Lorenzo – Não viu nada, meu amorrrrr.... E dizendo como a Carminha destruiu o local inteiro.
Wilson desmaiou pela cruel realidade.
Lorenzo – Aguardem, seus catadores de pulga, por que eu vou levantar um processo por “escalpelamento nervoso. “ Por que o meu fogo lá em baixo é maior do que o seu, sua bicha etevalda. Volta para o mar, oferenda, de presente de natal para as baleinhas...
Ele sai do estabelecimento, mas quando volta diz no balcão.
Lorenzo – Marque minha progressiva para semana que vem, não esquece. –E saiu todo pomposo. As pessoas se encararam e começaram a rir. Menos Wilson que chorava desesperado.


No hospital Sta. Edwiges...
Crianças sentadas na guia da calçada brincavam de pião, quando aquelas pernas mais brancas e diabólicas do que nunca passaram por cima do jogo deles. Elas reclamaram e a criatura mostrou sua língua peçonhenta. O sapato de salto vermelho lhe dava um realce de obsessiva. Quando se adentrou pelo hospital. Sua franja postiça da peruca balançou contra o vento e preencheu lhe o rosto, onde pudera se perceber que era de Lorenzo Bismark. Ele tirou os óculos escuros e percebendo que ninguém olhava para ele, se adentrou no corredor que ia para alas interiores. Mas foi barrado por um segurança gigante e mulato ameaçador. Mas Lorenzo conseguiu o enganar direitinho, acariciando suas pernas num gesto rápido. Ia sair, quando ele o puxou e encostando-se à parede, perguntou:
Segurança – Tem um minuto, minha mulher gata?
Lorenzo sorriu pelo sucesso do plano. E ainda iria ganhar uma noite que fazia tempo que segundo ele, merecia. Afinal nunca perdera a virgindade, nem mesmo com Abiel.
Mas na hora H, o homem falhou ao saber que ele era homem, dentro do almoxarifado.
Lorenzo – Que diferença isso faz? Nunca ouviu falar em Cloaca, aplica-se o mesmo ao meu caso, te darei o mesmo prazer, contudo pela parte de trás.
Segurança- Se tá tirando com a minha cara, moleque! Você não sabe com quem está lidando.
Lorenzo – Sei, perfeitamente. Caso de frouxisse aguda. Mas relaxa, eu já estou saindo.
Segurança – Ótimo, deixa a porta fechada, depois que eu me trocar, eu vou sair.
Lorenzo – Isso é o que você pensa, grandalhão. – E o trancou, sobre os berros. Havia pegado a chave com suas mãos mais que ágeis. Sua cara de marmota de felicidade foi hilária.
Lorenzo – Pronto agora você está quase irreconhecível, raposa felpuda. Nazareth do Portal de Séries de Web. – E retocando o batom vermelho assassino e aprumando os seios feitos de lenço de papel, bateu no próprio traseiro, fingindo que seu dedo era uma pólvora e explodia ao tocar novamente as nádegas.
Chegou ao vestiário das enfermeiras. O Local de encontro...
Dorothy que acabara de fechar o armário tediosa, disse aliviada – Ainda bem que você chegou, pensei que não iria vir mais.
Lorenzo – Engano seu. Trouxe um presentinho.
Ela se virou e as luzes apagaram. De repente sentiu algo a enforcando no pescoço. Era a cortina do cômodo.
Dorothy – Me sooooo... tossindo – Ele apertou com mais força no pescoço da mulher que ficou sem falta de ar.
Lorenzo – Nana neném, que a cuca vem pegar, papai foi para o túmulo e a filinha que está na minha frente também VAAAAAAAAI. HAHAHAHAHAHAHAA.
Ela deu seus últimos suspiros e caiu de supetão em sua frente. Ele acendeu a luz. Encarando-a com ar de superioridade afeminado.
Lorenzo – Quem mandou se meter a besta quadrada comigo, enfermeira dos infernos. Agora vai conhecer o seu mundo merecido. – Agora vou te jogar pela janela. Forjar um suicídio sabe você era muito depressiva, logo se encaixa com a situação. – E puxando com força a atira com ódio mortal pela janela. O corpo dela cai entre os arbustos. Good bye. –E dando tchauzinhos fechou a porta, trancando. Então um vulto apareceu na sua frente, por um minuto, ele fica assustado, mas logo se felicita ao ver quem realmente é a pessoa.

No Internato...
Lorenzo tira sua peruca em seu quarto e agradece Ciclope por ter aparecido no local. Ele  se surpreende ao ver um garoto em sua cama. Era Robson, um aluno do Internato.

Lorenzo – Mas que petulância é essa ? Saia já do meu dormitório ! Eu mato quem te deixou entrar aqui !

Robson– Para que tanta grosseria ? Eu talvez seja o único que te entenda nesse mundo.

Lorenzo – Deixe de papinho para boi dormir. Desembucha logo, o que está querendo dizer com isso ?

Robson – Eu sei por que você é mau ! Você sofreu bullying, certo ?

Lorenzo – Como sabe disso? Maldito autor, eu vou matar por ele ser um línguarudo, metido a Sílvio de Abreu.

Robson – Ele não me contou nada. Está escrito em seus olhos. Você não é mau, só é revoltado por tudo que te aconteceu. Você sente, dói aí dentro, né ?

Lorenzo se calou. Começou a chorar, mas conteve as lágrimas com o braço  – Por favor, se retire do meu quarto.

Robson – Não sem antes te escutar. Você não tem muitos amigos, certo ?

Lorenzo – Isso não te diz respeito. Saia !

Robson – Qual é cara ? Não precisa ser assim comigo, eu estou aqui para te ajudar. – Ele se aproximou do vilão e enxugou lhe as lágrimas – Nunca ninguém fez isso com você, né ?

Lorenzo corou e correu até a porta, abrindo-a – Saia, pelo amor que você tem no túmulo futuro da sua mãezinha !

Robson acenou positivamente com a cabeça, mas ao invés de sair, o beijou apaixonadamente. Lorenzo fechou os olhos e quando os abriu, viu Abiel no lugar do menino e deixou se levar.

Sentados na cama. Cada um tirou a camisa do outro de forma brusca. Se pegaram mais uma vez. Lorenzo desceu suas mãos até a genital do amado e apertou. Ele gemeu de prazer. Desceu até o chão e abriu o zíper da calça, a tirando por completo. Depois foi a vez da cueca.

Lorenzo – Nunca vi tão pequeno !

Robson – Deixe disso. Tamanho não é documento.

Lorenzo – Assim espero. – Disse arqueando a sobrancelha como sempre.

Robson – Você olha muito para aparência, vem cá que eu vou te mostrar que existem outras muito superiores a isso.

O Puxando pelo cabelo o jogou na cama. Retirou algemas do bolso e o prendeu na cabeceira.

Lorenzo – Endoideceu de vez, é?

Robson – Ainda não, mas vou já já... Ele abriu o zíper da bermuda xadrez de Lorenzo e a retirou. Quando ia puxar a cueca, Lorenzo gritou.

Lorenzo – Nem pense dar mais um passo, eu sou passivo, meu querido.

Robson – E desde quando isso muda muita coisa, é só um pequeno detalhe, em um dado momento  da relação, não para vida toda. Afinal você não é mulher.

Lorenzo o olhou enfurecido, seus olhos verdes latejavam. Robson tirou do bolso uma lata de leite condensado.

Lorenzo – O que você pensa em fazer com isso ?

Robson – Brincar com seu corpinho, ora bolas ! – E despejou a lata pelo corpo inteiro do vilão, o deixando embasbacado. Depois começou a passar a língua, limpando-o todo. O Vilão começou a rir.

Lorenzo – Para que está fazendo cosquinhas. Você quer me matar de tanto rir.

Robson – Quem mandou ser sensível aos meus encantos.

Lorenzo – Bem bizarros por sinal !

Robson – Chiuuuuu, tá falando de mais, cala a boca e me beija logo !

Ele foi por a mão por dentro da genital de Lorenzo e levou choque, havia uma cerca elétrica protegendo.

Robson – O que é isso ?

Lorenzo – Contra invasores, inoportunos como o...

Mas antes que pudesse falar, Robson desarmou e uma floresta enorme de pelos cresceu, até morcego saiu de lá de baixo. Robson colocou os óculos de proteção e com uma cortadora de grama, aparou os pelos de Lorenzo que não parava de rir. Depois caírem em um longo beijo.

Mais tarde Lorenzo começou as preliminares. E quando percebeu havia chegado o momento H da relação. Iria ser penetrado. Ele fechou os olhos e agarrou o travesseiro. Robson havia acabado de colocar a camisinha. Passar lubrificante e...

Lorenzo – Mamãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee !!!!

De fora do Internato foi possível escutar os berros de Lorenzo...As corujas saíram correndo assustada da copa das árvores com tamanha agudez...
 
                                                                Mais Tarde... Na rua gélida...
Atemporalmente iniciou-se uma vaga garoa que aos poucos foi culminando numa terrível tempestade. Quando viram, os quatro estavam embaixo de grandes newtonianas aguardando a raiva dos Deuses saciar. De repente avistaram um caminhão naquela marasma estrada e pediram carona. O Motorista solitário e gago aceitou e eles embarcaram rumo para o centro.
Ao chegar a Moscou, tudo parecia brilhantemente urbano. Estavam famintos, o motorista tendo piedade, pagou uma refeição digna para eles em um restaurante de porte médio. Mas algo inesperado aconteceu, a polícia invadiu o local, prendendo os traficantes de drogas e armas que ali poderiam estar. O Caminhoneiro que tinha culpa no cartório não tardou a engatar o carro, levando os jovens consigo, mas na pressa, não deu tempo e Cecília que estava no banheiro acabou ficando para trás.
Ao sair de lá, a polícia já havia ido embora, mas seus amigos também. E agora o que seria dela?



No Internato...


Os dois cansaram e se despejaram no colchão. Lorenzo repousava sua cabeça no colo de Robson.
Robson – E então como seu corpo está?
Lorenzo – Ardendo um pouco, mas acho que vai passar.
Robson – Gostou da experiência? Sentia que estava precisando passar por isso.
Lorenzo – Mas você é um safado mesmo, né ? – E o bateu com o travesseiro. O aluno riu.
Lorenzo – Não tem graça nenhuma. Robson o puxou carinhosamente para cima dele.
Lorenzo – Mas sabe estar aqui com você, me faz pensar sobre as bobagens que ando fazendo, maltratando as pessoas, não acho isso certo.
Robson – Pois então, pare já com isso.
Lorenzo – Sei lá, agora que já comecei, acho que é um caminho sem volta.
Robson o deitou sobre o colchão e o beijou mais uma vez – Deixa disso. Se você quer mudar, não tem hora para começar. Mas tem que ser de verdade, do fundo do coração, dê uma chance a você, descubra o menino espetacular que é. E eles se encaram mais uma vez.
Nesse instante, Ciclope invadiu a sala com Manoela. Lorenzo gritou e Robson caiu na cama.
Ciclope – Estamos atrasado se queremos ir atrás daquela... ATRAPALHO ALGUMA COISA ?
Manoela não parava de rir.
Robson saiu correndo com o lençol embrulhado na cintura pelos corredores.
Ciclope – Se quiser posso ir atrás desse moleque e dar uma surra inesquecível nele.
Manoela – Acho que quem levou a surra aqui não foi ele, né chefinho ? HAHAHAHAHAAHAH.
Lorenzo – Mais uma palavra e você sabe muito bem qual será seu destino, não é sua ramera. Agora com licença, em uma hora estarei pronto. E não grandalhão, deixe o moleque descansar em paz, mas só por hoje.

Manoela – Uma hora ? Mas onde já se viu demorar mais que uma noiva para sair, não é casamento, nem nada.
Lorenzo – Só que você esqueceu que quem manda nessa cena sou eu, agora trate de sair já.
Eles saíram rindo e Lorenzo tirou seu lençol, ficando nu no espelho.
Lorenzo – Espelho, espelho meu, existe alguém mais fudido do que eu ! – Num tom dramático exagerado.
Mais tarde na rua...
Quando se deu conta, estava perambulando nas ruas movimentas da cidade. Observando as catedrais ortodoxias imensas. Passando por uma, não acreditou ao ver uma religiosa, que se assemelhava a uma freira transando equinamente toda fogosa com um patriarca, representante do papa na região. Começou a rir e quando eles viram sua face sobre o vitral mosaico, ela se abaixou de pressa, tapando a risada.
Depois de descer um grande morro achapadado por uma calçada, ela se lembrou de vagamente da transformação que seu tio teve e suas artérias se encheram de prurido rancor. Ela acabara de passar pelo ponto, quando um ônibus que descia com toda velocidade parou naquele ponto, desceram passageiros.
---- Onde que a senhorita pensa que vai?
Lentamente, ela se virou para trás, tomando um susto estrondoso ao ver que era Lorenzo na companhia de Gigante e Manoela.
Lorenzo – Achou que iria se livrar de nós, bebê? Tenho um presentinho para você: uma foto, tenho certeza que vai amaaaaar....sua voz se dilui em um tom assombroso familiar.
Ele entrega para ela que se apavora ao ver Marieta morta entre folhagens. Gigante aproveita para segurar seus braços.
Lorenzo – Que foi ? Não gostou ! Puxa a vida, eu me empenhei tanto. Tudo bem que aquela botijão de cozinha conseguiu fugir, mas essa que a sua melhor amiga agora está ARDENDO NO INFERNO !!! – Cecília virara o rosto cheio de lágrimas de ódio para ele.
Lorenzo – Quer fazer as ordens, Manoela ?
A menina pega de seu bolso um pano encharcado de clorofórmio e entrega para ele.
Lorenzo – Hora de ninar, para o bicho-papão vir pegar !
Gigante cerra os pulsos. Ela tenta se desvencilhar e a última coisa que consegue ver são aquelas mãos macabras escurecendo sua face para dopá-la.
CONTINUA...
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Wagner Nascha
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Idade : 21
Cidade : Formosa do Rio Preto

MensagemAssunto: Re: 14º Capítulo de Internato - A Grande fuga    09.12.14 11:25

Nossa que capítulo digamos QUENTE.....
E agora Cecília depois de fugir foi pega novamente e o Lorenzo ainda se livrou dá pobre Marieta, e agora o que será dela? E a cadê o Abiel????
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Vinicius Gabriel
Prata
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Idade : 26
Cidade : Campinas

MensagemAssunto: Re: 14º Capítulo de Internato - A Grande fuga    10.12.14 0:33

Obrigado pessoal pela audiência, eu escrevo por vocês...
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Andre Silva

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Idade : 28
Cidade : Uberlandia

MensagemAssunto: Re: 14º Capítulo de Internato - A Grande fuga    11.12.14 2:13

Capitulo agitado... Curti
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Maspiron
Prata
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Idade : 28
Cidade : Varzea Grande

MensagemAssunto: Re: 14º Capítulo de Internato - A Grande fuga    17.12.14 8:32

Gostei, e agora o Tony vai ficar sem a Cecilia?  Acho que agora o Lorenzo achou alguém que ame ele de verdade, Marieta está morta Sad, quem deveria estar era aquela Manoela, ótimo capítulo.
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MensagemAssunto: Re: 14º Capítulo de Internato - A Grande fuga    

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14º Capítulo de Internato - A Grande fuga
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