InícioWeb SériesWeb NovelasGruposBuscarMembrosFAQGaleriaRegistrar-seLogin

Compartilhe | 
 

 Realeza || Capítulo 49

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Rodrigomes
Gold


Idade : 18
Cidade : São Paulo

MensagemAssunto: Realeza || Capítulo 49   30.01.15 21:36

QUADRAGÉSIMO NONO CAPÍTULO





Cena 1- Cobertura Queiroz Galvão- Tarde.
Os policias levam Riginaldo. Cléber, Leonardo e Luciana ficam contentes.
 
Riginaldo: Escutem bem o que estou dizendo a vocês, isto não vai ficar assim. – Os policias o levam.
Leonardo: Já vai tarde. – Ele sorri. – Bem tarde. – Luciana o abraça. – Conseguimos, mãe. Aquele monstro vai sair de nossas vidas.
Luciana: Espero nunca mais ver a cara daquele energúmeno, quero mais é que ele apodreça na cadeia.
Cléber: Também estou muito feliz por vocês. Para quem acompanhou todas as maldades que o Riginaldo fez com vocês, admito que ambos são vencedores. Se fosse eu, não teria aguentado por muito tempo.
Leonardo: É. Nós o aguentamos até demais. Temos mais é que comemorar por ele ter saído das nossas vidas.
Luciana: Fiquei com medo de que ele me matasse, antes que vocês chegassem. A aflição tomou conta de mim.
Cléber: Até imagino. Você deve ter sido muito forte para aguentar essas marteladas.
Luciana: Confesso que o meu corpo está todo dolorido, mas valeu a pena. Ao menos a polícia não concederá fiança, nem advogado para ele. Tomara que o Riginaldo morra por lá mesmo.
Leonardo: O pesadelo acabou, e eu custo a acreditar. – Ele se emociona. – Agora o que eu mais quero é ser feliz com o Fred.
Luciana: Já eu preciso achar alguém que me faça feliz. – Ela olha para Cléber e dá um sorriso. Ele fica sem jeito.
Cléber: Também estou precisando achar a minha outra metade. – Ele fala, sem graça. 
 
Cena 2- Mansão Garcia de Albuquerque- Tarde.
Marillu conta o resto da história para Frederico, e pede para o filho deixar que Antonella permaneça.
 
Frederico: Agora que começou com aquela história toda, termina. Quero te conhecer, já que tenho a impressão de não saber nada de você.
Marillu: Eu aproveitei que o irmão do Severino tinha sumido para inventar que ele havia partido porque nós tínhamos um caso, e eu estava grávida dele.
Frederico: Então eu não sou filho do tal... Josemar, né? – Ele pergunta aliviado. Ela faz um gesto negativo com a cabeça.
Marillu: Na verdade, foi a forma que eu achei para me aproximar do Carlos Henrique, dizendo que estava grávida dele.
Frederico: Não entendi. Você disse ao Severino que o irmão dele havia fugido porque estava grávida dele. O que era uma grande mentira. Mas na verdade, você fugiu para dar o golpe do baú no Carlos Henrique, meu pai. Porém, como você o conheceu? E como ele foi tão trouxa de assumir o seu filho? Não estou conseguindo entender.
Marillu: Pouco tempo depois que o Ivan nasceu, a Marisa me convidou para sair. Ela contou que estava grávida, que o irmão dela tinha casado com uma mulher que ela não suportava, e que os dois tinham acabado de ganhar um bebê. A Marisa voltou cheia de novidades, mas eu não sentia pelo Alberto, o mesmo que sentia antes de ficar grávida. Fui percebendo que não passava de um sonho, e o esqueci. Ela confessou que preferia me ver casada com o irmão dela, do que ter que engolir a cunhada falsa. – Ela faz uma pausa e analisa a expressão de Frederico. – E foi nesse meu reencontro com a Marisa, que eu acabei conhecendo o Carlos Henrique. Ele estava no mesmo restaurante que nós, e a reconheceu. Ela nos apresentou, ele se sentou conosco, pediu umas bebidas ao garçom, e como a Marisa não podia beber por estar grávida... nós dois chapamos o coco.
Frederico: E foi assim que a senhora acabou indo para a cama com ele, e tudo o mais. – Ele conclui.
Marillu: É. Ele acabou me levando para um motel, passamos a noite juntos, e no dia seguinte tive que me explicar ao Severino. Sorte a minha que tinha dado uma baita chuva naquela noite, e eu disse que dormi na casa de uma amiga. Dois meses se passaram, o Josemar havia sumido há alguns dias, eu descobri que estava grávida, e vi em uma revista que eu tinha passado a noite com um dos fornecedores do clube Realeza.
Frederico: Ah, claro. Me recordo que o papai disse uma vez que ele fornecia as bebidas para lá.
Marillu: Estavam o Alberto e ele juntinhos na revista. – Ela dá um sorriso. - Foi quando me veio um novo delírio. Percebi que finalmente eu poderia ficar bem próxima do Alberto, se eu quisesse.
Frederico: E foi ai que você inventou toda aquela história para o Severino? Incluindo o irmão dele nisso tudo? – Ele balança a cabeça em desaprovação. – Eu realmente não te conheço, mamãe.
Marillu: Fui atrás do Carlos Henrique, e disse que estava grávida dele, mesmo sabendo que eu podia estar grávida do Severino. Ele se espantou, mas acabou fazendo as contas e viu que você podia mesmo ser filho dele. Não contei nada sobre o Severino para ele, claro.
Frederico: E o pobre do Severino pensando que você havia fugido para encontrar o irmão dele, e viverem bem longe de todos. – Ele sorri.
Marillu: O Severino ficou muito magoado por eu ter “traído” ele com o irmão. E admito que foi muito emocionante deixa-lo sozinho com o Ivan, mas eu percebi que podia ficar próxima do homem da minha vida.
Frederico: Você é mesmo muito louca, mamãe. O Alberto estava casado com a Maria Letícia, sem dizer que na certa ele te daria um pé na bunda.
Marillu: Mas mesmo assim eu tentei. Nós nunca conseguiremos nada se não tentarmos.
Frederico: Apesar de ser maluquinha, você tem razão. Porém, não adiantou de nada ter tentado: O Alberto continuou casado com Maria Letícia, e você ficou com o meu pai.
Marillu: Pelo menos o Alberto ficou ciente da minha história, pois contei tudo para ele. E ele me deu um pé na bunda com muito estilo. Disse que só poderíamos ser amigos, e que não queria trair a mulher, muito menos o Carlos Henrique.
Frederico: Já que a senhora diz, quem sou eu para contrariar?
Marillu: Eu gostaria de te fazer um pedido, Fred. Estou com muita pena da Antonella. – Ela é falsa. – Nós bem que podíamos deixar que a moça fique por aqui. A coitada nem tem para onde ir.
Frederico: Sei que é de cortar o coração. Mas como disse antes: ela não tem mais serventia nenhuma para nós, e poderá estragar o meu plano de me casar com o Léo.
Marillu: Deixe ela por minha conta, meu filho. Não vamos fazer isso com a pobre coitada. – Ela se levanta. – Ah, só mais uma coisa.
Frederico: O que foi, mamãe?
Marillu: Já que comecei com a história, preciso de contar mais uma coisa. – Ela o olha atentamente. – O Severino é seu pai verdadeiro, era dele que eu estava grávida.
Frederico: Ele sabe disso? – Ele pergunta, surpreso. – Ou escondeu isso apenas de mim?
Marillu: Ele também não sabe de nada. Mas eu contarei a ele... amanhã. – Ela sai.
 
Cena 3- Mansão Corte Real- Noite.
Maria José cospe no prato e dá para Lilla comer. Gaby, Maria Luiza e Michele conversam.
 
Gaby: Só foi ela chegar para o inferno na minha vida começar. Deve ser algum encosto.
Maria José: Vira essa boca pra lá, Gaby. – Ela continua jantando. – A mesa não é local para falarmos de coisas ruins.
Maria Luiza: Isso mesmo. Temos que trazer energia boa para esta casa, pois está precisando. – Ela dá uma garfada em sua comida. – Aliás, vocês terminaram, Gaby?
Gaby: O Rafael sumiu. Mas também não é preciso que ele venha falar que tudo entre nós está acabado. Admito que fiz mal em mentir para ele.
Maria José: Não só para ele, como para todos nós. Eu estava crente de que você trabalhava no tal barzinho.
Michele: Por falta de aviso é que não foi. Quantas vezes falei para você que isso não daria certo? Agora está pagando por não ter me ouvido.
Maria José: Hm! Então quer dizer que você sabia, Michele? Estou sentindo que as duas estavam de complô. – Ela as olha com os olhos semicerrados.
Maria Luiza: Apesar dos pesares, eu entendo a Gaby. É difícil lidar com essas coisas.
Gaby: Só Deus sabe como eu queria ser sincera com o Rafa. Mas não pude, pois ele nunca aceitaria.
Maria José: Mesmo assim, você deveria ter falado comigo. Quem sabe eu te ajudaria com algo.
Gaby: Te conheço bem, José. Você ia querer me sustentar, e pediria para eu parar com os meus programas.
Maria José: É que agora eu tô podendo te bancar, né minha filha? Tem que saber aproveitar. – Ela brinca, e as outras riem. – E voltando a Lilla. Ela pisou feio na bola comigo.
Michele: O que foi que a cobra aprontou desta vez? Eu disse que não era uma boa trazer essa mulher para dentro de casa.
Maria José: Não foi nada demais. Ela apenas autorizou a entrada da imprensa sem ter a minha permissão. Mesmo que eles tenham dito que eu os convoquei, ela deveria ter falado comigo.
Michele: Apenas? E você acha isso pouco? Pode ter sido algo minúsculo, mas de extrema importância. E se eles te encurralassem com um assunto que não é de seu agrado?
Maria José: Deixa comigo. – Elas terminam de jantar e Lilla aparece para recolher a mesa. – Você pode comer o que sobrou, Lilla.
Lilla: Muito obrigada, José. – Ela é submissa. – Só tenho a te agradecer por tudo.
Maria José: Ah, falta só um pouquinho de caldo neste feijão. – Ela cospe dentro da panela. – Tenha um bom apetite. – Lilla a olha com raiva. Gaby, Maria Luiza e Michele seguram o riso.
Lilla: Do que é que estão rindo? – Ela se afasta com a panela nas mãos.
Gaby: Ela merece bem mais do que isso. Mas enquanto o dia dela não chega, vamos nos divertindo com essa submissão dela.
Michele: Tomara que a José a faça sofrer bastante. – Ela sorri. – Aquela imprestável.
Maria Luiza: A primeira vez que vi essa moça, foi quando a minha mãe desmascarou a Daniele. Porém, só de vê-la, percebi que não se tratava de uma boa pessoa.
Michele: A Daniele é outra. As duas são farinha do mesmo saco. – Maria Luiza a questiona.    
 
Cena 4- Mansão Sales Couto de Sá- Noite.
Roberto e Daniele jantam juntos. Antonella liga para falar com a avó, e descobre que ela também foi internada.
 
Daniele: Finalmente sozinhos! É muito bom viver esse momento pai e filha. – Ela comenta contente. – Esperei tanto por isso.
Roberto: Valeu a pena esperar, não valeu? Agora somos só nós dois. – Ele pega na mão dela. – Não te abandonarei nunca mais.
Daniele: Pai. – Ela adota uma expressão séria. – Como foi a sua última conversa com a mamãe? – Roberto fica sem jeito.
Roberto: Ué. – Ele toma um pouco de seu champanhe. – Foi normal, minha filha. Por que seria diferente?
Daniele: A última conversa que vocês tiveram, foi quando ela disse estar grávida? Ou você voltou depois disso?
Roberto: Quando ela me contou que estava grávida, fiquei tão apavorado, com medo que a Simone descobrisse... eu, fui embora normalmente, mas não voltei nunca mais.
Daniele: Nem na hora do parto? Você não queria nem ao menos ver como era a sua filha?
Roberto: Eu não gosto de falar sobre isso. Foi o momento mais aterrorizante da minha vida.
Daniele: Por quê? – Ela estranha.
Roberto: Porque eu fui capaz de renegar a minha própria filha. Vamos conversar de coisas boas, Daniele. Não quero relembrar o passado.
Daniele: Eu sei o porquê. – Ela sussurra.
Roberto: O que foi que disse? – O telefone toca.
Daniele: Nada. Eu não disse nada. – Ela se levanta e vai atender o aparelho. – Alô! Antonella?
Antonella (Ao telefone): Será que você pode chamar a minha avó? Preciso falar com ela. – Ela é seca.
Daniele (Ao telefone): Eu até chamaria ela, mas... a sua vozinha não está. - Ela se diverte.
Roberto: Quem é? – Daniele faz um gesto para que ele se cale.
Antonella (Ao telefone): Aonde é que ela está? O que vocês fizeram com a minha vó? – Ela começa a se desesperar. – Você está brincando com a minha cara, não é? Só pode.
Daniele (Ao telefone): Eu não sou de ficar com brincadeira, maninha. A Célia infelizmente foi levada para um asilo.
Antonella (Ao telefone): Vocês fizeram o que? – Ela pergunta, perplexa. 
 
Cena 5- Apartamento de Celso- Noite.
Maria Letícia entrega os papéis a Pierre, e lhe diz o que ele tem que fazer.
 
Maria Letícia: Pierre. Já não era sem tempo. – Ela fala com as mãos na cintura. – Estou tão feliz hoje, que até perdoo o seu atraso.
Pierre: Você sabe como é o trânsito de São Paulo, não é minha rainha? Não atrasei porque quis.
Maria Letícia: E também sei que essa desculpa é a mais velha que existe, mas tudo bem. Chegou a hora de detonar aquela travesti.
Pierre: Não diga que a senhora já conseguiu o que precisava para derrubar a macho-fêmea.
Maria Letícia: Aquela desgraça vai cair. E vai ser amanhã. – Ela pega a papelada em cima da estante. – Aqui está. Por que não trouxe a Lilla com você?
Pierre: Ela já vai ganhar dinheiro pelo que vai fazer, conseguiu o que queria e não precisa fazer mais nada aqui. – Ele aparenta estar revoltado.
Maria Letícia: Mas você também será pago. Quer dizer, estou poupando a sua vida desde sempre. – Ela fala em tom de ameaça. – Ou você gostaria que eu dissesse a polícia que você matou o Rodolfo?
Pierre: A senhora sabe que não fiz isso. Sabe muito bem o que aconteceu, a verdadeira história por trás da morte desse moço.
Maria Letícia: Claro que sei, e por isso me manterei em silêncio. Vai fazer essa merda sem reclamar ou está difícil?
Pierre: Não estou reclamando de nada. – Ele engole seco. – Nunca reclamei.
Maria Letícia: Gosto assim. Agora eu vou te dizer o que fará amanhã, e depois comunique a Lilla sobre o que ela terá de fazer.
Pierre: Sou todo ouvidos. – Ele fala se sentando.
 
Cena 6- Cobertura Queiroz Galvão- Noite.
Luciana pede para que Leonardo volte a morar com ela. Cléber o aconselha a ficar.
 
Luciana: Agora que a tormenta já passou, eu não quero ficar sozinha aqui. Você bem que podia voltar para casa, não é?
Leonardo: Não sei não, viu mãe. Gostei de ter um lugar para chamar de meu, só meu. Sem dizer que me sinto menos preso lá.
Luciana: Prometo que não pegarei no seu pé quando você chegar tarde da noite. Eu só não queria ficar sozinha.
Leonardo: Mas você poderá me visitar sempre que quiser, mãe. Prometo que não irei te abandonar nunca.
Luciana: Não é isso. Preciso de você perto de mim. Ficar longe de você, está sendo um martírio para mim.
Leonardo: Ah, mãe. Para de drama. Ficou tanto tempo sem mim, poxa. Vai dizer que não se acostumou ainda?
Luciana: Sentirei falta de ter alguém para conversar. Não que o Riginaldo e eu vivêssemos conversando, mas... não gosto de ficar só.
Leonardo: Eu posso com isso, Cléber? – Ele fala abraçando a mãe. – Um apelo emocional para que eu volte para casa.
Cléber: Por isso te aconselho a voltar. Acho que você ficará melhor aqui, com a sua mãe. Ela te protegerá de tudo o que é ruim, pois sentimento de mãe não falha.
Leonardo: E eu pensando que você estava gostando de me ver morando perto de ti. Seu tratante. – Ele joga a almofada no amigo.
Cléber: Não é nada disso seu bobo. Quero apenas o seu bem. E você vai ver como eu estava certo, quando lhe apontei o que te fazia mal. Só que você não quis enxergar.
Leonardo: Seu hobby predileto é atacar o Frederico, não é? Saiba que nós seremos muito felizes juntos.
Cléber: Só confiarei nisso quando a sua mãe disser que ele é um ótimo genro. – Ele brinca. – Pois como eu disse, sentimento de mãe não falha.
Leonardo: Tá ai, eu aceito a proposta. – Ele pega na mão de Cléber. – Veremos quem está com a razão.
 
Cena 7- Cobertura de Severino- Noite.
Severino tenta conversar com Ivan, mas ele é rude, e pede ao pai para que desapareça. Depois de uma discussão, ele sai sem destino.
 
Severino: Ivan, me deixa conversar com você. Eu sei que errei, meu filho. – Ele bate na porta do quarto do rapaz. – Você não vai ficar trancado neste quarto para o resto da sua vida.
Ivan: O que é que você quer? – Ele abre a porta bruscamente, e caminha rápido até a sala. – Por que o senhor só traz mais problemas para a minha vida? É o meu pai, e deveria alivia-los... não trazer mais.
Severino: É você que não cansa de ser um moleque rebelde. Sei que errei, e admito isso. Mas você bem que podia me deixar explicar.
Ivan: Tenho certeza que só pediu para ela vim até aqui porque encontrou umas drogas nas minhas coisas. – Ele fala revoltado. – Não tem competência para resolver sozinho os problemas do filho.
Severino: Para você ver como eu não estou conseguindo mais lidar contigo. Sabe como foi difícil para mim criar você sozinho? Não reconhece o meu esforço, pois é um ingrato.
Ivan: Ah, pai. Para de falar abobrinha. E nem tente desviar o assunto. Por que é que ela voltou?
Severino: Ela voltou mesmo por causa da sua dependência. Mas se você quiser, posso pedir para que ela não apareça mais.
Ivan: O que significa isso? Você acha que a minha vida é um jogo de entra e sai? Primeiro descubro que a minha mãe morreu, e que meu próprio pai a matou por ciúme. Depois ela aparece viva, e agora você quer que ela suma novamente.
Severino: Eu só quero que você volte a ser como antes, meu filho. Não aguento mais essas discussões todas, a sua rebeldia... sem dizer que você está se matando pouco a pouco.
Ivan: Eu não estou me matando. A droga me dá uma sensação de prazer, de força, felicidade... tudo o que eu não tenho nesta minha vida infernal.
Severino: Você consegue se escutar? Pois eu acho que não. Como pode dizer que a droga te traz felicidade? Ela só está acabando com a sua vida, apenas isso, nada mais.
Ivan: Sabe quem eu quero que desapareça de vez da minha vida? Você. – Severino sente aquelas palavras como uma facada em seu peito. – Quero que você morra, e vá para o inferno. Lugar de onde você nunca deveria ter saído.
Severino: Como você pode dizer isso para mim? – Ele se senta com dificuldade, os olhos estão cheios de lágrimas.
Ivan: Ué, apenas dizendo. – Ele sai sem destino.
 
Cena 8- Mansão Corte Real- Noite.
Rafael vai buscar a mãe, e é abordado por Lilla. A moça o beija a força, Gaby vê de longe.
 
Rafael: Mãe. – Regina se vira e fica surpresa ao vê-lo. – Acho que precisamos conversar, não é? Te devo uma desculpa por tudo de injusto que eu falei e fiz.
Regina: O que é isso, meu menino? Sabe que eu nunca vou ficar magoada com você, por mais que seja teimoso.
Rafael: Eu sei que no fundo, no fundo, acabei te magoando bastante. E quero que a senhora me perdoe por ter sido tão... imbecil, otário.
Regina: É claro que eu te perdoo. Aliás, como posso não perdoar o meu próprio filho? – Ela o abraça. – Espero que você tenha entendido que eu só queria o seu bem.
Rafael: Entendi perfeitamente, e juro de pé junto que não quero mais saber de rabo de saia. Quero ser livre para voar.
Regina: Um dia você vai acabar se arranjando com alguém, mas ai eu espero que seja a pessoa certa.
Nelson: Vocês já estão indo? Acho que também já vou. Querem uma carona? – Regina vira a cara para ele. – Oh minha flor, não faz assim comigo.
Regina: Não sem como ainda tem coragem de falar comigo. Tem sorte que não falei nada para a José.
Rafael: O que é que está acontecendo gente? Não estou entendendo essa discussão de vocês.
Regina: Sabe por que eu nunca darei uma chance para esse ai? Porque não gosto de gente preconceituosa. Acredita que ele fica caçoando da Maria José pelas costas? Fica rindo por ela ser travesti e tudo o mais. Não só ele como o Pierre também.
Nelson: Oh Regininha, não faz assim comigo não. – Ela se afasta e ele a segue. Rafael os observa, quando alguém o surpreende tapando os seus olhos.
Rafael: Quem pode ser... não faço a mínima ideia. – Lilla tira as mãos dos olhos dele. – Lilla?
Lilla: Mesmo de longe, consegui te reconhecer, e não podia deixar de vim lhe dar um abraço. – Ela sorri.
Rafael: Não sei como consegue ser tão cínica. Some do nada, e quando volta age como se nada tivesse acontecido. – Ele fala com raiva. – Me deixa em paz.
Lilla: Não faz assim comigo. Você não sabe os motivos que me levaram a fazer isso. Olha pra mim, Rafael. Parece até que estou falando sozinha.
Rafael: Do que depender de mim você está sozinha ai. Não falarei um a contigo. – Ela o beija. Gaby os observa de longe.
Gaby: Então ele voltou para a ex? – Uma lágrima cai do seu olho. – Se ele está tocando a vida dele, por que eu também não posso tocar a minha? – Ela se pergunta, enxugando a lágrima. – Colocarei uma roupa bem sexy, e irei para o trabalho... como sempre fiz. – Lilla continua a beijá-lo, e Rafael a empurra.
Rafael: Me esquece sua ordinária, me esquece. – Ele se afasta dela revoltado.    
 
Cena 9- Motel- Noite.
Roberto conta para Michele que Antonella, Célia e Simone já foram embora. Ele pede para que a moça vá morar com ele.
 
Roberto: Você não cansa de ser gostosa, né? E eu não canso de comer essa gostosura. – Ele sorri.
Michele: Roberto. – Ela parece desconfortável. – Gosto muito de você, sabia?
Roberto: Eu também te amo muito, minha linda. – Ele faz carinho no cabelo dela. – Ah, eu tenho uma novidade para você.
Michele: Novidade? Agora eu fiquei curiosa. Do que se trata?
Roberto: A Antonella, a Célia e a Simone já se mandaram lá de casa. Agora só restou Daniele e eu.
Michele: Hm! Que bom. Parece que você conseguiu o que tanto queria, não é?
Roberto: Ainda não. Pois o que eu tanto quero é ter você comigo, morando debaixo do mesmo teto que eu. Será que agora você aceitaria o meu convite para ir morar lá em casa?
Michele: Por quê? – Ela parece estar pensando em outra coisa. – Por que você quer tanto formar uma família comigo, e foi capaz de abandonar a Denise?
Roberto: Vocês são mulheres completamente diferentes, que me relacionei em momentos diferentes. Antes, eu amava a Simone de verdade, e não queria que nada abalasse o nosso casamento. Agora, o nosso casamento estava desgastado, sem graça, estava na hora de mudar... e você pareceu.
Michele: E quem te garante que não acontecerá o mesmo comigo? Você arranja outra, e se enjoa de mim.
Roberto: O que está te atormentando, hein? Será que não acredita no meu amor?
Michele: Porque a minha história contigo é parecida com a da Denise. Tenho medo que você me deixe. – Ela faz uma pausa. – E se eu ficar grávida de você?
Roberto: Terei o maior prazer em assumir. Não fique com medo, com você as coisas são diferentes. Totalmente diferente. – Ele a beija.
 
Cena 10- Apartamento de Leonardo- Dia.
Leonardo conta a Frederico que irá voltar a morar com a mãe. Ele é compreensivo, e fala que os dois precisam ir no cartório marcar o casamento.
 
Leonardo: Passei essa noite pensando, e achei melhor assim. Vai ser bom, tanto para ela quanto para mim. – Ele fecha a última caixa com os seus pertences.
Frederico: Ah, tudo bem. Contanto que o Riginaldo não saia tão cedo da prisão... por mim está ótimo. Só não quero te ver triste e em perigo.
Leonardo: Com a prisão do meu pai, pode ter certeza que não ficarei tão triste, e o perigo quase que não existe mais em minha vida.
Frederico: Eu gosto te ver assim, contente. – Ele o beija. – Quer que eu te ajude a levar essas caixas?
Leonardo: Vou precisar que você vá comigo até lá, pois não conseguirei subir essas caixas sozinho.
Frederico: Tão frágil. – Ele o beija. – Bom assim, pois eu me sinto o macho da história. – Ele o pega pela cintura.
Leonardo: Só você não percebeu que sempre foi o macho deste namoro. – Ele brinca. – Possua a sua mulher.
Frederico: Ah, não queria cortar esse nosso momento... mulher e homem. Mas tem algo que nós precisamos tratar o mais rápido possível.
Leonardo: O que é que temos para conversar de tão urgente? Adianto que não estou grávido. – Eles sorriem.
Frederico: Para de ser bobo. Estou falando do nosso casamento. – Leonardo fica sério.
Leonardo: Casamento? – Ele se emociona. – Então.. então... ai, eu nem posso acreditar. – Ele pula no colo de Frederico. – Te amo muito, muito, muito. – Ele o beija pelo rosto todo.
Frederico: Chegou a hora de irmos no cartório para marar o casório. Não podemos esperar, pois essas coisas demoram, e precisam ser acertadas o mais depressa possível.
Leonardo: Você tem toda razão, meu amor, toda razão. Ai estou tão feliz, nem acredito que irei me casar.
 
Cena 11- Mansão Corte Real- Dia.
Maria Luiza vê Gaby e Ivan dormindo na sala. Ela conversa com Maria José sobre o rapaz, e diz que ele não é boa companhia.
 
Maria Luiza: Quem são aqueles? – Ela se pergunta ao descer a escada. – Gaby? Ivan? Mas como é que esses dois vieram parar ai?
Maria José: Acho que da mesma forma que você. – Ela vem da cozinha. – Acabaram bebendo demais.
Maria Luiza: E pensar que eu passei pela mesma situação. – Ela os observa deitados no sofá, seminus. – Dá até vergonha só de lembrar.
Maria José: E pelo que você me disse, foi esse carinha ai que te acompanhou na bebedeira.
Maria Luiza: Pois é. O Ivan não é boa companhia, José. Se eu fosse a Gaby, me afastava dele rapidamente. Pode ser que as coisas se agravem.
Maria José: Ainda bem que você conseguiu pular fora. E terei uma conversa com a Gaby para que ela faça o mesmo. Mas agora eu preciso ir para o clube.
Maria Luiza: Então deixa comigo, que com a minha experiência, tenho certeza que ela vai me ouvir. Farei questão de dizer quem realmente é esse patife.
Maria José: Então faça isso por mim, Malu. Você o conhece melhor do que eu. Agora tenho que ir, antes que a Marisa me esgane.
 
Cena 12- Clube Realeza- Dia.
Marillu vê Marisa e Rogério se beijando, e exige explicações do rapaz.
 
Marillu: Espero que o Severino já esteja por aqui. – Ela o procura com os olhos. – Só falta ele demorar para vim. – Ela vê Marisa e Rogério se beijando, e aproxima-se deles. – O que significa isso?
Marisa: Marillu, querida. – Ela interrompe o beijo. - Quanto tempo. Achei até que tinha morrido.
Marillu: Desculpa não ter te visitado mais, é que eu estava ocupada demais.
Marisa: Você, ocupada? Com o que Marillu? Você é a pessoa mais “vida ganha” que eu conheço. – Ela brinca.
Marillu: Estava ocupada com um homem, que até então dizia gostar muito de mim. – Ela não para de olhar para Rogério, que fica cada vez mais aflito.
Marisa: Sério? E eu conheço o bofe escândalo da vez?
Marillu: Você só não o conhece, como provavelmente também deve ter ido para a cama com ele. – Marisa faz cara de desentendida. – Eu estou falando desse cachorro ai. – Ela aponta para Rogério.
Marisa: Rogério, você estava namorando nós duas ao mesmo tempo? É isso mesmo o que eu entendi? – Rogério engole seco.
 

CONTINUA...




....................................................................................
Rodrigomes
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
 
Realeza || Capítulo 49
Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Séries de Web | Memória :: Web Novelas :: Realeza-
Ir para: