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 Realeza || Capítulo 50

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AutorMensagem
Rodrigomes
Gold


Idade : 18
Cidade : São Paulo

MensagemAssunto: Realeza || Capítulo 50   02.02.15 21:32

QUINQUAGÉSIMO CAPÍTULO





Cena 1- Clube Realeza- Dia.
Severino intervém na discussão. Marillu aceita ir conversar com ele.
 
Rogério: Sei que errei, mas posso explicar tudo. – Ele está um tanto que desesperado. – Devia ter dito antes, porém, por vocês serem conservadoras... pensei que não aceitariam.
Marisa: Olha aqui. Você tem a cara de pau de nos namorar ao mesmo tempo, e ainda insinua que a culpa seja nossa?
Rogério: Não é nada disso. Longe de mim querer acusar vocês por um deslize meu. É que eu não sou de ficar com uma mulher só, gosto de relacionamento aberto, onde ninguém é de ninguém.
Marillu: Ah, me poupe, né? Vai arrumar o que fazer, Rogério. Um homem desta idade, querendo namoro sem compromisso? Parece até os adolescentes de hoje em dia.
Rogério: Pois saiba você que para ter um relacionamento aberto não precisa ter uma idade certa. Inclusive, aquele cantor... Zezé, ele declarou que tem um relacionamento aberto.
Marisa: Não estou escutando uma coisa dessas. E ainda tinha a audácia de falar que me amava.
Rogério: Nunca disse que amava nenhuma das duas. Vocês que diziam isto, e eu retribuía com um “eu também gosto de você”.
Marillu: Então está dizendo que nunca sentiu nada por nós? – Ela dá um tapa no braço dele. – Mas é mesmo um cafajeste.
Marisa: Olha aqui, Rogério. Você pensa que nós duas somos o que? Temos filhos, já fomos casadas, exigimos respeito.
Rogério: Já ouviu falar que quem gosta de respeito, dá? Pois então, isto serve para vocês.
Marillu: Vou dar é um tapa na sua cara, já, já. – Ela avança em cima dele, mas Marisa a segura.
Marisa: Calma amiga. Não é preciso partir para a violência. – Severino chega e vê a confusão.
Severino: Marillu? O que significa isto? – Ele intervém. – Nós não viemos aqui para conversar? E você está ai caçando briga?
Marillu: Eu estava te esperando. – Ela se contém. – Agora vamos, antes que eu quebre a cara desse moço. – Eles se afastam.
Severino: Por que é que vocês estavam brigando? – Eles se sentam a uma mesa. – Será que eu posso saber o motivo de tamanha fúria?
Marillu: Depois eu te conto. Agora nós temos um assunto mais importante para tratar.
Severino: É. Você não conseguiu terminar de contar a história toda, por causa do surto do Ivan.
Marillu: Primeiramente, eu gostaria de te falar que o Frederico é seu filho. – Severino arregala os olhos.
Severino: Oi? Mas não era do Josemar? Não foi por isso que vocês fugiram?
Marillu: Eu inventei essa fuga. Na verdade, eu tinha achado mais uma maneira de me aproximar do meu amor platônico.
Severino: Então você fugiu para se aproximar do Alberto? Mas ele já não estava casado com a Maria Letícia?
Marillu: Sim. Porém, eu tive um envolvimento com um dos fornecedores deste clube. E depois acabem engravidando, o bebê podia ser dele... e não pensei duas vezes.
Severino: Ah, agora está tudo explicado. Você aproveitou o sumiço do meu irmão para dizer que estava grávida dele, mas tinha me traído com outro. E descobriu que o outro era amigo do Alberto, e resolveu dar o golpe da barriga. – Ele faz uma pausa. - Você não vale um centavo.
Marillu: Se eu soubesse o que me aguardava, não teria feito nada disso. – Ela fica bem séria. – Só Deus e eu sabemos o que isso me custou.
Severino: Isto é o que dá se apaixonar por um homem que nem sabia da sua existência. Mas o que foi que aconteceu de tão grave?
Marillu: Carlos Henrique e eu ficamos anos casados. E descobri que ele... traficava drogas ilícitas através da empresa dele.
Severino: Carlos Henrique é o tal fornecedor, amigo do Alberto? – Ela faz que sim com a cabeça. – E a empresa dele fazia exatamente o que?
Marillu: Era uma empresa de bebidas alcoólicas, mas ele aproveitou essa fachada de droga lícita para ganhar mais traficando drogas ilegais.
Severino: E o que foi que você fez quando descobriu? O entregou à polícia?
Marillu: Claro que não. Morria de medo de fazer isso. – Cenas começam a passar em sua cabeça. - Até que ele descobriu que o Frederico não era filho dele.
Severino: Poxa. Ele só foi descobrir isso anos depois? E como ele ficou sabendo?
Marillu: Há uns dois anos, ele... fez um exame de DNA escondido de mim. Pegou um fio e cabelo deles e realizou o exame às escondidas, acabou descobrindo tudo e queria que saíssemos o quanto antes da casa dele. Nunca contamos nada para o Fred, e eu ainda não tive coragem de contar a história toda para ele.
Severino: Presumo que você tenha usado a história das drogas ilegais para ameaça-lo. Foi isso?
Marillu: Eu o ameacei. Primeiramente, ele ficou assustado, mas depois... tratou de vender a empresa sem que eu soubesse, pois assim não teria como eu provar que ele vendia drogas ilegais, caso o entregasse para a polícia.
Severino: Ele foi bem esperto.
Marillu: Mas eu fui mais. Descobri que ele estava prestes a vender a empresa, e antes que ele o fizesse... entreguei o desgraçado para a polícia. Ele foi preso, e...
Severino: Morreu. – Ele a interrompe. – Triste história. Mas já que ele está morto, por que não conta para o Frederico toda essa história?
Marillu: Ele não morreu, Severino. – Ele se espanta. – O Carlos Henrique tinha contatos fora da cadeia. Pessoas do tráfico, como ele, que o ajudaram a sair de lá. – Ela faz uma pausa. – Ele forjou a própria morte com um remédio. O enterro dele não passou de uma farsa, mas fui descobri isso somente depois.
Severino: Isso tá começando a me assustar. Então ele tomou um remédio, que o fez “morrer”, enterraram o miserável, e depois que todos foram embora desenterraram ele?
Marillu: Os amigos dele o ajudaram em tudo. – Ela começa a chorar. – E o pior você ainda não sabe... ele voltou e quer acabar comigo. – Severino arregala os olhos.
 
Cena 2- Mansão Sales Couto de Sá- Dia.
Antonella exige que o pai diga aonde internou Célia. Eles trocam tapas, e Daniele provoca.
 
Antonella: Será que vocês não param nunca? – Ela chega possessa. – Por que estão fazendo isso com a gente?
Roberto: Não entendi o motivo de tanto alvoroço. – Ele é cínico. – Será que você pode me situar, Dani?
Daniele: Sei, não. Acho que a gordura está subindo para a cabeça, e deixando-a louca.
Antonella: Gorda é a sua mãe. – Ela caminha calmamente. – Quer dizer, nem mãe você tem, por isso está fazendo a minha sofrer.
Daniele: Lava a sua boca para falar da minha mãe, sua piranha. – Ela avança em cima de Antonella, mas Roberto a contém.
Antonella: Peguei na sua ferida, maninha? Não era a minha intenção. – Ela é falsa. – Querem saber? Já me cansei de descer o nível. Só quero que me digam aonde está a minha avó.
Roberto: Ela foi para onde é o lugar dela. Lugar de velho é no asilo, não é mesmo?
Antonella: Vocês estão completamente loucos. – Ela fala revoltada. – E sinceramente não consigo entender o porquê de tudo isso.
Daniele: Ai. Odeio quando você banca de vítima. Já te disse que esse papel não combina com você, sem dizer que é uma péssima atriz.
Antonella: Digo o mesmo para você, e só o meu pai não vê que está sendo manipulado pela filhinha bastarda dele.
Daniele: Não estou manipulando ninguém, meu amor. Aceite que você perdeu, que é uma perdedora nata.
Roberto: Você já está crescidinha, Antonella. Esta coisa de ciúme da irmã, já não pega tão bem. – Ele abraça Daniele. – Esta aqui sim é digna de carregar o meu sobrenome.
Daniele: Pena que o senhor não tenha me registrado.
Antonella: Cínico. – Ela parte para cima do pai, distribuindo vários tapas sobre ele. – Quero que vocês morram amargamente, seus desgraçados.
Roberto: Você não aprendeu que não deve se bater em seus pais? – Ele a pega com brutalidade. – Acho que agora eu posso te dar uma coça, o que sua mãe sempre me impediu de fazer. – Ele dá tapas na bunda de Antonella.
Daniele: Que vergonha. Uma égua dessas apanhando do próprio pai? Que cena mais vergonhosa e patética, hein Antonella. – Ela provoca.
Roberto: Isto é para você aprender a me respeitar, pois mesmo que não queira... eu sou seu pai.
Antonella: Isso não vai ficar assim. – Ela se levanta toda dolorida. – Eu vou entregar vocês para a polícia. Aproveitem enquanto podem.
Daniele: Quero ver você provar, querida. – Ela ri da cara dela.
 
Cena 3- Cobertura Queiroz Galvão- Dia.
Frederico ajuda Léo com as mudanças. Eles ficam surpresos ao encontrar Cléber no local.
 
Frederico: O que você está trazendo nesta caixa? É chumbo? Tá muito pesada. – Eles caminham pelo corredor.
Leonardo: Espera, amor, já estamos chegando. – Eles param em frente a uma porta, e ele pega as chaves para destrancar. – Pronto, entra.
Frederico: Ah, finalmente. – Ele vê Cléber sentado no sofá e a sua fisionomia muda.
Leonardo: Cléber? – Ele estranha. – Você por aqui?
Cléber: Pensei que você precisaria de ajuda com a mudança. Ai, vim direto para cá, pois pensei que tinha dormido aqui.
Luciana: Estávamos tendo uma conversa muito agradável, por sinal. – Ela se levanta. – Tudo bem Frederico? Está com uma expressão estranha.
Cléber: Ele não deve ter gostado de algo. Pelo pouco que conheço o Fred, ele é bem cismado com tudo. -  Cléber o provoca e Leonardo o reprova com um olhar.
Luciana: Algo está te incomodando, querido? – Inocente. – Quer um pouco de água?
Frederico: Não, muito obrigado. – Ele encara Cléber. – É somente a caixa que está bastante pesada. – Ele a coloca no chão.
Leonardo: Calma, Fred. – Ele o pega pelo braço. – Antes que você desça para pegar a outra caixa, temos que anunciar a boa nova para a minha mãe. – Ele olha com raiva para Cléber.
Frederico: Sério que você quer falar agora? Queria contar quando as coisas estivessem acertadas.
Leonardo: Para mim, tudo já está mais do que certo. – Ele não para de olhar para Cléber. – Diz você ou digo eu?
Frederico: Pode falar. – Ele sorri.
Luciana: Vocês dois estão me deixando curiosa. O que foi que aprontaram?
Leonardo: Fred e eu iremos nos casar em breve, mamãe. – Cléber fica pasmo. – Só falta marcarmos tudo no cartório?
Luciana: Sério? – Ela fica contente. – Ai, que felicidade. – Eles três se abraçam. – Espero que sejam bastante felizes. Mas... a sua mãe já sabe disso?
Frederico: Minha mãe não manda em mim, dona Luciana. – Ele fala sério. – Estou completamente apaixonado pelo seu filho, e nada vai impedir de que sejamos felizes.
Cléber: Como você não precisa da minha ajuda, acho que já vou indo. - Ele se aproxima da porta.
Luciana: Só não vai se esquecer do nosso passeio no clube hoje à tarde.
Cléber: Pode deixar. – Ele vai embora.
 
Cena 4- Apartamento de Celso- Dia.
Melissa aparece no lugar, e questiona Celso e Maria Letícia sobre a morte de Rodolfo.
 
Celso: Quem será a uma hora dessas? – Ele estranha. – O Pierre não deve ser, pois está trabalhando.
Maria Letícia: O Lourival também não. – A campainha toca novamente. – Pois ele afirmou que só voltaria quando os papéis tivessem assinados, ou seja, só quando ligarmos para ele.
Celso: Então... – Ele se aproxima da porta. – Abro ou não abro?
Maria Letícia: Abra, mas fique atento. – Celso abre e Melissa entra com tudo. – O que você está fazendo aqui?
Melissa: Sabia que os encontraria por aqui. Até porque nem têm para onde irem. Só me impressiono que vocês tenham dinheiro para manter este apartamento.
Celso: Ai está a menininha que queria desgraçar com a nossa vida, Maria Letícia. Faz tempo que não nos vemos.
Melissa: Confesso que não senti nem um pouquinho de saudade. – Ela é grossa. – Anda, eu quero a verdade. Não pensem vocês que eu engoli aqueles depoimentos.
Maria Letícia: Não importa o que você engoliu ou deixou de engolir. Nós só contamos o que de fato aconteceu.
Melissa: Sei que vocês foram bastante espertos, mas não pensem que me enganam. Ainda não entrou na minha cabeça o porquê de você ter atirado contra o carro do Rodolfo.
Celso: Oh garota, escuta aqui. Não era eu naquelas imagens, era alguém parecido comigo. Será que é tão difícil para você aceitar isso?
Melissa: Muita coincidência, muita coincidência. E para ser bem sensata, não creio em coincidências.
Maria Letícia: Você se acha a grande mulher, não é? – Ela a pega pelo braço. – Você não passa de uma pirralha, que quer vingar algo que não aconteceu.
Melissa: Como assim não aconteceu? O Rodolfo está morto, e eu quero uma explicação plausível para isso.
Maria Letícia: Sim, ele está morto, mas não fomos nós quem o matou. Por que você não nos deixa em paz? A morte daquele homem não passou de um roubo seguido de morte. O Celso e eu já tínhamos bastante dinheiro naquela época, não precisávamos demais.
Melissa: Vocês não, o meu tio tinha bastante dinheiro. Vocês só se aproveitaram dele, desgraçados.
Maria Letícia: Tira essa garota daqui, Celso, tira. Antes que eu parta a cara dela em duas. – Ela esbraveja com toda raiva.
Melissa: Essa reação de vocês só me deixa mais intrigada ainda. Tenho certeza que os dois estão envolvidos até o pescoço, só preciso saber aonde se encaixam.
Celso: Para de bancar a detetive e vai viver a sua vida. – Ele a arrasta para fora. – Já está tudo esclarecido. Por que não esquece essa história de uma vez?
Melissa: Eu nunca vou esquecer, nunca esqueci. Só aconteceram algumas coisas que me afastaram um pouco do caso, mas saibam que estou de volta. E fiquem bem atentos, pois moverei céus e terra para saber o que vocês têm a ver com isso.
Celso: Me resta te desejar boa sorte. Sei que vai precisar de muita. – Ele bate a porta na cara dela. 
 
Cena 5- Casa de Regina- Dia.
Regina conversa com o filho sobre o beijo que deu em Lilla. Rafael afirma que não quer mais saber de namorar.
 
Regina: Rafa. – Ela se aproxima. – Não é porque eu estava discutindo com o Nelson, que não vi o que aconteceu entre você e a Lilla.
Rafael: Ah, mãe. Não fala daquela vagabunda não. Já passei por tanta coisa ruim, que agora só planejo coisas boas para mim.
Regina: Não consigo acreditar. – Ela fala alegre. – Meu filho tomando jeito, estou gostando de ver.
Rafael: Essas mulheres só estragaram com a minha vida, e não sei se quero isso de novo. – Ele fica triste. – Elas nem merecem que falemos delas.
Regina: É isso mesmo. Esqueça aquelas ordinárias e seja feliz com qualquer outra moça descente.
Rafael: Eu acho que não quero saber de rabo de saia tão cedo, talvez seja melhor ficar sozinho por um tempo.
Regina: Pode ter certeza que o seu pai está muito orgulhoso de você. – Ela olha para o alto. – Aonde quer que ele esteja.
Rafael: Será que o papai também não iria gostar da Gaby? Ou até mesmo da Lilla?
Regina: O Dalton era um homem bastante conservador, acho que não gostaria de vê-lo envolvido com uma prostituta.
Rafael: E eu pensando que a Gaby era diferente da Lilla, tudo farinha do mesmo saco.
Regina: Assim. – Ela se senta ao lado dele. – Não acho que a Gaby possa ser comparada com a Lilla. Acredito até que errei ao julgá-la de tal forma.
Rafael: Aguarde os seus pensamentos para si. Pois ninguém irá me convencer que as duas são diferentes.
Regina: A Gaby não é tão venenosa quanto a Lilla. Ela é bem mais doce e meiga, só não trabalha com algo descente, e tem atitudes baixas.
Rafael: Quer saber? – Ele olha o relógio. – Está na hora de irmos.
 
Cena 6- Clube Realeza- Dia.
Marisa propõe a Maria José que elas façam uma festa no clube.
 
Maria José: Nossa! Como você pôde se envolver com uma pessoa assim? Ah, cada um com o seu cada qual, não é?
Marisa: Ai, mas foi bom que a Marillu tenha feito aquele escândalo. Ao menos agora eu sei o traste que o Rogério é.
Maria José: Mas creio que não foi para isso que você me chamou até aqui, estou certa?
Marisa: Te chamei porque voltou a diminuir o número de sócios. Daqui a pouco ninguém mais frequentará o clube Realeza.
Maria José: Não acredito que estou fazendo isso com o clube do seu irmão. – Ela comenta triste. – Ele lutou tanto para construir tudo isto.
Marisa: Não fique se lamentando, José. Saiba que não tem culpa nenhuma, as pessoas que são um bando de preconceituosos.
Maria José: Sei que o Alberto me deixou como uma das donas por ver que eu era uma mulher de fibra. Mas estou vendo que os planos dele estão indo por água a baixo.
Marisa: Nada disso. Te chamei aqui justamente para resolvermos isso. Eles não podem te julgar por você ser uma travesti, precisam saber do seu comprometimento em melhorar este clube, que é tão admirado por eles.
Maria José: Eles nunca irão querer conversar comigo, Marisa. Imagina eu chegando em cada um e dizendo o que pretendo fazer para o melhoramento do clube, sem dizer que eles nem me deixarão falar.
Marisa: E quem disse que você vai ter que chegar em cada um? Nós vamos preparar uma festa para depois de amanhã, aonde iremos os surpreender.
Maria José: Depois de amanhã? Acho que isso não vai dar muito certo, hein. Tá muito em cima da hora.
Marisa: E é por isso que devemos ser rápidas. Precisamos de alguém para fazer os convites, e entregamos para cada um. Quer dizer, contratamos uma outra pessoa para entregar os convites na residência de cada um.
Maria José: Já que você está dizendo, por mim tudo bem. Mas como iremos surpreendê-los?
Marisa: Terá um palco ali. – Ela aponta. – Aonde tocarão algumas bandas, e em um dado momento, nós subiremos para falar um pouco sobre as nossas intenções para com o clube.
Maria José: É uma boa. Assim eles conseguem me conhecer melhor, e veem que sou bem mais que uma travesti. Sou compromissada com o meu dever.
Marisa: É isso ai, José. Se for para eles te julgarem, que seja pelo que você é, e não por quem eles pensam que você seja.
Maria José: Ah, você falou que vai ter bandas, mas... precisávamos acertar essas coisas antes, eles não têm agenda?
Marisa: E quem ousaria dispensar fazer um show no clube Realeza? Você ainda tem muita coisa para aprender, Maria. Os artistas também gostam do clube, e farão um esforcinho para virem até aqui.
Maria José: Se você está dizendo, só me resta acreditar. Até porque você conhece tudo e todos neste clube bem mais do que eu.
 
Cena 7- Mansão Corte Real- Dia.
Maria Luiza aconselha Gaby sobre Ivan. O rapaz se revolta, e vai embora. A moça revela que ele não pode ser quem Gaby pensa que seja. Ela conta que Ivan queria que ela usasse drogas.
 
Maria Luiza: Bom ver que acordaram. – Ela desce a escada. – Estava mesmo precisando conversar com você, Gaby.
Ivan: Bem que eu tinha reconhecido este lugar. – Ele ri sarcasticamente para Maria Luiza. – Só havia me esquecido da patricinha que mora por aqui.
Maria Luiza: Por favor, não me dirija a palavra. – Ela é curta e grossa. – Será que podemos falar a sós, Gaby?
Ivan: Só para deixar claro, daqui eu não saio. Se você tiver algo para falar com ela, vai ter que falar comigo aqui.
Maria Luiza: Se bem que não faz muita diferença, você e ninguém são a mesma coisa. – Ela se aproxima de Gaby. – Acho que sei como está se sentindo. Talvez esteja se perguntando como foi capaz de chegar a tanto.
Gaby: Estou apenas de calcinha e sutiã. – Ela comenta. – Isto é mesmo muito assustador para mim. A José me viu assim? – Maria Luiza faz que sim com a cabeça.
Maria Luiza: Ele é assim mesmo. – Ela olha para Ivan. – Te faz beber até não aguentar mais, e depois de leva para cama. Acho que não se garante sem bebida, sabe?
Ivan: Oh sua patricinha entojada, vê se me erra. Olha bem o que você fala de mim hein. Não é porque você não conseguiu ficar comigo, que vai ficar por ai envenenando a cabeça dos outros com relação a mim.
Maria Luiza: E se eu fosse você, deixava esse traste o quanto antes. Ele não vele nada, nem um centavo.
Ivan: Você está brincando com a minha cara? – Ele se aproxima de Maria Luiza. – Tá ficando louca? Ela só está te dizendo isto porque eu não quis ficar com essa fraca, que não aguenta nem um vento no rosto.
Maria Luiza: Faz-me rir. – Ela dá uma gargalhada. – Você vai me deixar estarrecida se disser que esse cara satisfez o seu tesão, ele realmente não cumpre o que diz.
Ivan: Eu não vou ficar aqui escutando essa louca não. Qualquer coisa te procuro, até mais Gaby. – Ele vai embora.
Gaby: De onde vocês se conhecem? Também já tiveram algum caso?
Maria Luiza: Não vale a pena comentar sobre isso. Só quero te dizer que o Ivan pode não ser quem você pensa que ele seja, não é esse príncipe encantado que idealizamos.
Gaby: Eu sei disso. Inclusive... – Ela olha Maria Luiza atentamente. – Ele queria que eu usasse drogas.
Maria Luiza: O que? Mas você não foi não, né? Gaby, pelo amor de Deus, não vai dizer que aquele cara conseguiu te tapear.
Gaby: Claro que não. Sou uma mulher da vida, sei bem lidar com essas coisas. Apenas bebi até não aguentar mais, mas não ingeri nenhuma outra droga.
Maria Luiza: Então você já sabe o que fazer. Afaste-se deste cara.
Gaby: Eu não tenho nada com ele, pode ficar tranquila. Tudo não passou de um programa. O cafajeste me pagou muito bem pelas duas vezes que tive com ele.
Maria Luiza: Se cuida, se cuida. – Ela alerta.      
 
Cena 8- Clube Realeza- Tarde.
Cléber e Luciana conversam sobre Frederico e Leonardo. O rapaz fala que o outro é um mal caráter.
 
Luciana: Não pude deixar de notar o modo que você saiu lá de casa. Pareceu-me que quem estava incomodado com algo era você. – Ela desconfia.
Cléber: Eu? – Ele fala sem graça e bebe um pouco de seu suco. – Acho que você deve ter entendido tudo errado.
Luciana: Eu sei que algo te incomodou, só quero que me diga o que foi. – Ela o olha com os olhos semicerrados.
Cléber: Tudo bem. Você é mesmo impossível, não é? – Ele percebe algumas pessoas olhando constantemente para eles. – Mas antes, por que essas pessoas nos olham tanto?
Luciana: Fui motivo de fofoca durante bastante tempo, e quando o Riginaldo foi preso o assunto voltou à tona. Mas não se preocupe porque isto é momentâneo, logo passa.
Cléber: Credo, que povo mais fofoqueiro. Agora, voltando ao assunto, eu me sinto no dever de te alertar, até porque você é mãe do Léo.
Luciana: Ah, então é com o meu filho. Desde quando te conheci, percebi o quão você se preocupa com ele. Se não tivesse a mesma idade que ele, acho que daria um bom pai para o meu filho. – Eles sorriem.
Cléber: Brincadeiras à parte, estou muito preocupado com esse casamento do Léo e o Frederico. Devo admitir que não fui com a cara daquele mequetrefe.
Luciana: Eu percebi que vocês não se bicam muito, só não entendi o porquê. O que foi que o Frederico fez para te deixar tão cismado sobre o caráter dele?
Cléber: Algumas atitudes negativas com relação ao Léo. Sem dizer que eu tenho certeza que ele só quer passar a perna no seu filho.
Luciana: O Frederico? – Ela se surpreende. – Ele me pareceu ser um cara tão legal, não acho que ele seja assim como você está dizendo.
Cléber: Pode ser que agora ele esteja um anjo, tudo por não querer perder o Leonardo. Mas adianto que ele namorava uma moça, ao mesmo tempo que estava com o Léo. E admitiu que estava com ela só para dar um golpe.
Luciana: Será que a sua intuição está certa? O Frederico não é o bom moço que ele diz ser? Estou começando a ficar preocupada com tudo isso.
Cléber: E é melhor que fique mesmo, pode ter certeza que boa coisa não vem por aí. Quer dizer, tudo vai depender de você. Pois nada melhor do que a mãe para abrir os olhos do filho.
Luciana: Tá ai. Eu vou averiguar melhor esta história. Não posso ir acusando ele assim, sem mais nem menos. Quando eu tiver a certeza que o Frederico é mesmo esse mal caráter que você diz, tomarei as providências necessárias.
Cléber: Só espero que você não descubra isso tarde demais, quando não tiver mais volta.
Luciana: Pode deixar comigo, assumo esta missão a partir daqui. Muito obrigada por se preocupar com o meu filho, Cléber.
Cléber: Imagina dona Luciana. Só não quero ver meu amigo triste. 
 
Cena 9- Clínica Psiquiátrica- Tarde.
Daniele e Roberto visitam Simone, e mostram um vídeo de Célia. A moça se emociona, e eles aproveitam para filmá-la também.
 
Simone: O que vocês estão fazendo aqui? Já não bastou terem me mandado para cá? Agora vieram me atordoar, é isso?
Daniele: Como essas mulheres são desconfiadas. – Ela tira os óculos escuros. – Não sei como o senhor conseguiu conviver com essas desconfianças durante anos.
Roberto: Admito que fui muito forte para aguentar todas elas. – Ele olha fixamente para Simone. – Viemos te atualizar sobre o mundo fora daqui.
Daniele: Ah, um momentinho. – Ela pega uma câmera em sua bolsa. – A Célia te mandou isto, acabamos de encontrá-la.
Simone: Me deixe ver isso. – Ela pega a câmera da mão de Daniele. – Não confio muito nesta boa ação de vocês. Será que foi mesmo minha mãe quem me mandou isto?
Roberto: Confira você mesma. – Simone assiste um vídeo que Daniele e Roberto gravaram: Célia está chorando, dizendo algo.
“Célia: Minha filha. – Ela chora compulsivamente. – Eles não se livraram somente de você. Olha só aonde estou. Esses monstros me internaram em um asilo. Eu não sou velha, minha filha, não estou gagá. – Ela chora ainda mais. – Estou sofrendo muito, Simone. Não que alguém tenha me maltratado, mas... aqui não é o meu lugar. – Daniele e Roberto riem, caçoando da cara dela.
Roberto: É meu amor. Você e Antonella não foram as únicas que caíram, sua mãezinha também foi para o fundo do poço.
Daniele: Foi inútil aquela guerra que vocês cravaram por causa da minha presença. Olha só aonde estou, e veja a situação que vocês se encontraram. Acho que temos os vitoriosos desta guerra. – Ela tampa a lente da câmera com a mão”
Simone: Vocês não podiam ter feito isto. – Daniele toma a câmera da mão dela. – Como conseguem ser tão frios?
Daniele: Vocês falam como se meu pai e eu fossemos dois monstros. Nós só queremos o bem de vocês. – Ela é cínica. – Não queremos que nada de ruim as aconteça.
Simone: Eu não posso acreditar que isto está acontecendo comigo. – Ela senta na cama. Daniele começa a gravá-la, sem que ela perceba. – Como e quando isto vai acabar? Não vejo a hora disto acontecer. – Ela chora. – Não imaginava que aquele desentendimento de família nos levaria até isso, como eu me arrependo de ter comprado briga com vocês.
Daniele: Admita que somos fortes, Simone. Admita que tudo o que fizeram foi em vão, e quando eu digo tudo, estou me referindo a absolutamente tudo.
Roberto: Eu sempre te disse que foi um erro você fingir que era forte, mas você não quis me escutar.
Daniele: Como é ruim ser humilhada, não é Simone? Pois saiba que foi assim que senti quando a Maria Letícia armou aquilo para cima de mim. Ou você pensou que eu não sabia que vocês estavam com ela naquilo tudo? Assim como a megera, vocês também me queriam bem longe do Marcelo.
Simone: Então é isso. Por isso você induziu o seu pai a fazer isto conosco. Você quer vingança.
Daniele: Não. – Ela mente. – Eu não quero vingança. Apenas quero que sinta o mesmo que eu senti.
Simone: Quer saber de uma coisa? Nós estávamos envolvidas com o plano da Maria Letícia mesmo, mas que moral tem você para falar disto? Foi você mesma quem falou que não sentia nada pelo Marcelo, ou será que mudou de ideia.
Daniele: Não fale do que você não sabe. – Ela dá um tapa na cara de Simone. – Eu nunca amei ninguém como amei o Marcelo. Acho até que senti algo parecido pelo Frederico, mas com ele tudo não passou de uma ilusão. – Ela fica completamente desestruturada, e a feição dela muda de mocinha má para boa.
Simone: Talvez seja este o seu ponto fraco. – Ela sorri. – O motivo pelo qual você incentivou o Roberto a nos maltratar: o seu amor pelo Marcelo.
Daniele: Chega, chega. Tudo que você está falando não tem sentido, pois quem pediu a minha ajuda foi o meu pai. Ele estava cansado de vocês.
Roberto: Ela está certa. Fui eu quem a pediu para que me ajudasse.
Simone: Pode até ter sido, mas ela só aceitou porque viu uma chance de se vingar pelo que fizemos. E para mim tanto faz, pois você não devia ter deixado se influenciar por essa garota. O que você fez não tem perdão, Roberto, nunca irei te perdoar.
Roberto: E nem eu quero o seu perdão. 
 
Cena 10- Cobertura de Marisa- Tarde.
Melissa conta a mãe que fez uma visita a Celso e Maria Letícia. Marisa não aprova a atitude da filha.
 
Melissa: O que você está fazendo mãe? Até parece que está desesperada. – Ela observa a mãe fazer as coisas com agilidade.
Marisa: Estou cuidando dos preparativos da primeira festa do clube. Quer dizer, a primeira deste ano. – Ela acha uma agenda e começa a folhear.
Melissa: Então quer dizer que vai ter festinha no clube Realeza? Ai sim eu dou valor. Desde quando voltamos não aconteceu nenhuma festinha lá.
Marisa: Pitty, Pitty... achei. Esta lista telefônica do seu tio tem bastante artistas.
Melissa: Sério que a senhora vai convidar a Pitty para tocar na festa? Será que aquele bando de dondocas vão gostar? Sem falar nos engomadinhos.
Marisa: Pretendo atrair os jovens, pois assim eles levarão amigos e tudo o mais. Esses amigos podem não ser sócios do clube, e depois desta festa... induziram seus pais a serem.
Melissa: Hm! Bela jogada de marketing. – Ela aplaude. – Está falando até como um magnata.
Marisa: Para de ser boba, menina. – Ela sorri. – Na verdade, não terá só a Pitty, quer dizer, nem sei se ela aceitará o nosso convite. Temos que colocar algo mais clássico também, pois será uma festa que satisfaça todos os gostos.
Melissa: Entendi. – Ela se joga no sofá. – Acredita que eu fui até o apartamento do Celso? Faz tempo que não os vejo.
Marisa: Você fez o que? Não posso acreditar numa coisa dessas. Você está ficando louca? O que foi fazer lá?
Melissa: Enfrentar aquelas duas cobras. Ou a senhora pensou que eu tinha esquecido a morte do Rodolfo? Não engoli a história daqueles dois, por mais convincente que seja.
Marisa: Pois saiba que eu não aprovei essa sua atitude. E se eles tiverem matado mesmo o Rodolfo? Poderiam fazer o mesmo com você.
Melissa: Me poupe, né mãe? Não importa o que poderia acontecer, o que importa é o que aconteceu. A atitude dos dois para comigo foi muito estranha, só me deixaram mais encafifada ainda.
Marisa: Melissa, você está brincando com fogo. Aqueles dois não são flor que se cheire.
Melissa: Eles estão morando no mesmo de sempre. Até estranhei, pois aonde arranjaram dinheiro?    
Marisa: Isso não nos interessa. Trate de esquecer este assunto. Vamos viver a nossa vida em paz.
Melissa: Vai acertar os preparativos da sua festa, vai. Depois nós conversamos melhor.
 
Cena 11- Cobertura de Severino- Tarde.
Marillu vai conversar com Ivan e percebe que ele está drogado. Mesmo assim ela prossegue com o assunto. O rapaz a agride.
 
Marillu: Filho? – Ela entra e tranca a porta. – Tem alguém ai? Ivan? – Ele vem se seu quarto, muito estranho e de cabeça baixa.
Ivan: O que você está fazendo aqui? Como foi que conseguiu entrar? – Ele está cabisbaixo.
Marillu: O seu pai me deu as chaves dele para que eu viesse conversar com você. Tem muita coisa que devemos conversar ainda.
Ivan: Eu não tenho nada para conversar com você, será que pode sair da minha casa agora?
Marillu: Por que você não olha nos meus olhos ao falar comigo? – Ela nota. – Não podemos chegar a um acordo assim.
Ivan: Não seja por isso. – Ele levanta a cabeça. – Agora você pode ir embora? Está satisfeita?
Marillu: Seus olhos estão vermelhos, a sua feição está estranha. Você está drogado, Ivan? – Ela se aproxima dele. – Pelo amor de Deus, por que é que você está fazendo isso?
Ivan: Engraçado vocês me perguntarem isto. Não enxergam que vocês fizeram com que eu ficasse assim?
Marillu: Mas tudo isso passou, Ivan. As coisas estão totalmente explicadas, e não devemos ficar mexendo no passado. Quer dizer, as coisas estão parcialmente explicadas, será que posso terminar de falar o resto?
Ivan: Eu não preciso de você, nem nunca precisei. – Ele vai até a porta e destranca. – Sai daqui, vai. Some da minha casa, da minha vida.
Marillu: Não vou sair daqui enquanto não conversarmos sobre o que temos de conversar. – Ela se senta e cruza as pernas. – Você não manda em mim, mas eu mando em você. Sou sua mãe, você queira ou não.
Ivan: Então você não vai sair por bem? – Ele tranca a porta novamente. – Então que seja por mal. – Ele puxa Marillu pelo cabelo e a joga contra a parede. – Quero ver se agora você não vai sair daqui. – Ele dá um soco no olho dela. – Será que você ainda quer ser minha mãe, hein?
Marillu: Por que você está fazendo isto comigo? Você não queria que a sua mãe voltasse, que ela estivesse viva?
Ivan: Queria, mas antes de saber que ela me abandonou, e que ela não passa de uma vagaba. – Ele dá um chute na barriga dela. – Sai daqui sua miserável, desgraçada. – Ele a puxa até a porta e joga ela para fora. – Acabou, desapareça.
Marillu: Você vai se arrepender de fazer isto comigo, pode ter certeza. – Ela fala chorosa. 
 
Cena 12- Mansão Corte Real- Tarde.
Lilla caça briga com Gaby, prendendo a atenção de todos. Enquanto Pierre pede para que Maria José assine os papéis.
 
Lilla: Ai, hoje estou tão feliz. – Ela finge limpar a estante da sala. – Nada como amar e ser amada, não é meninas?
Michele: E quem é o louco que está te amando? Presumo que seja algum louco. – Ela caçoa da cara dela.
Gaby: Essa vadia está querendo me atacar. Ou ela não sabe que eu vi ela beijando o Rafael?
Lilla: Impressionante como ele continua beijando bem. Aquele homem não existe.
Maria Luiza: O seu divertimento é atiçar a fúria dessas moças? Pois desde quando entrou aqui só vejo xingamentos para lá e para cá.
Lilla: E isto não é da sua conta, patricinha nojenta. – Ela faz careta. – Ainda estou conversando com a rapariga ali.
Gaby: Se você pensa que vai me atingir, está muito enganada, queridinha. Estou cagando e andando para o que você anda fazendo com o Rafael.
Lilla: Quero escutar isso novamente quando você for ao nosso casamento. Claro, irei te convidar somente para que fique com bastante inveja.
Na cozinha...
Pierre: Isto mesmo, o Nelson acabou de me dar estes papéis dizendo que o seu advogado havia pedido para que te entregasse.  
Maria José: E por que o Severino não me entregou isso pessoalmente? – Ela desconfia, pegando a papelada das mãos de Pierre. – Que estranho, não é?
Pierre: Muito mesmo. Mas pelo que eu entendi, ele estava com pressa, muita pressa. O Nelson falou que ele suava como um porco, e pediu para que você apenas assinasse isto com urgência e rapidez.
Maria José: Talvez ele estivesse com algum problema. Antes de eu ir para o clube, o filho dele estava dormindo ai no sofá. Aquele rapaz deve dar muita dor de cabeça ao pobre coitado.
Pierre: Presumo que tenha sido por causa do filho dele mesmo. – Ele fica agoniado para que ela assine logo.
Maria José: Acho que vou esperar para que ele me explique do que se trata. Não vou assinar algo que não sei sobre o que é.
Pierre: Ele falou que era muito urgente, e que precisa desses papéis o quanto antes. Acho melhor a senhora assiná-los logo.
Maria José: Mas ele não terá que vim busca-los? Posso assinar rapidamente quando ele vir.
Pierre: Ele pediu para que o Nelson entregasse depois que estivesse tudo devidamente assinado. Acho até que deixou um cartão com o endereço do escritório dele.
Maria José: Se é assim, acho que vou dar uma lida rápida. – Ela coloca os óculos de grau. – Não vou assinar isto sem ler.
Pierre: Ah, acabo de me lembrar o que o Nelson falou. Parece que é algo relacionado com a herança que o seu Alberto lhe deixou.
Maria José: O que é isso Pierre? Que insistência toda é esta? Para quem estava com pressa, o Severino falou bastante coisa, não acha? – Ela desconfia e Pierre engole seco.
 
CONTINUA...




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Realeza || Capítulo 50
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