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 Realeza || Capítulo 51

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AutorMensagem
Rodrigomes
Gold
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Idade : 18
Cidade : São Paulo

MensagemAssunto: Realeza || Capítulo 51   03.02.15 21:40

QUINQUAGÉSIMO PRIMEIRO CAPÍTULO





Cena 1- Mansão Corte Real- Tarde.
Maria José hesita, mas acaba assinando os papéis sem ler. Gaby e Lilla saem no tapa.
 
Pierre: Me desculpe, dona Maria José. Mas foi isto que o Nelson me falou, e eu costumo fazer tudo à risca.
Maria José: Estou vendo. Só porque o Nelson disse que o Severino queria os papéis com urgência, fica ai me apressando.
Pierre: Mil perdões, isso não é da minha conta. Se a senhora resolver assinar ainda hoje, pode me entregar que eu levo até o Nelson.
Maria José: Pode deixar. Tanto você me apressou, que vou assinar isto aqui logo. – Ela coloca os óculos de grau novamente.
Pierre: Ai, dona Maria José, espero que a senhora me perdoe. – Ele fala cabisbaixo. – É que este é o meu jeito. Não quero ser demitido.
Maria José: Não precisa se preocupar com isso. – Ela assina os papéis. – Entendo que você só queria me ajudar. Pois se o Severino disse que eu deveria assinar rápido, porque era de extrema urgência, é isso o que devo fazer.
Pierre: Costumo dizer que sou muito rigoroso com tudo. E se ele disse tudo aquilo ao Nelson, esperava que a senhora fizesse tudo da maneira dele, não da sua. Acho este o meu maior defeito, mas fazer o que né? Não somos perfeitos mesmo.
Maria José: Pronto. Está tudo devidamente assinado. – Ela se levanta e entrega a papelada a Pierre. -–Entregue para o Nelson, o mais rápido que puder.
Pierre: Pode deixar comigo. – Ela sai da cozinha. – É hoje que você vai cair, sua macho-fêmea. Nunca pensei que seria tão fácil.
Na sala de estar...
Maria José: Que algazarra é esta na minha sala? – Gaby e Lilla estão rolando pelo chão. Maria Luiza e Michele tentam separá-las.
Gaby: Estou dando o que esta vadia merece: uma boa surra. – Ela bate forte na cara dela, deixando a marca das suas unhas.
Lilla: Bate, queridinha. Isso não vai mudar o meu destino com o Rafael. – Ela provoca. – Você perdeu, aceite isso.
Maria José: Parem com isso imediatamente. – Ela as separa bruscamente. – Tomem vergonha na cara, se portem como moças descentes.
Lilla: Tudo que essa cachorra ai não é. – Ela ajeita sua roupa e vai para a cozinha.
Gaby: Tomara que ela se engasgue com o próprio veneno. – Ela grita. – Quero que ela morra, é somente isto o que eu mais quero.   
 
Cena 2- Cobertura Queiroz Galvão- Tarde.
Luciana conversa com Leonardo sobre seu possível casamento com Frederico.
 
Luciana: Meu filho. Estava mesmo precisando conversar com você, ainda bem que o Frederico já se foi.
Leonardo: Estou falando com ele aqui pelo Whatsapp. – Ele não desgruda os olhos do celular. – E o que é que a senhora quer falar comigo de tão urgente?
Luciana: É que eu andei pensando. – Ela se senta ao lado dele. – Você pode até conhecer bem o seu namorado, mas eu não sei nada sobre ele. Sem dizer que casamento não é nenhuma brincadeira.
Leonardo: Eu sei que não é. E só nos decidimos sobre isso porque temos a certeza que fomos feitos um para o outro.
Luciana: Sabia que eu pensava o mesmo sobre o seu pai? Mas agora você viu o quanto eu estava errada.
Leonardo: Ah, mãe. Você não quer comparar o Fred com o monstro do Riginaldo, né? São dois homens completamente diferentes, quer dizer, o Frederico sim é um verdadeiro homem.
Luciana: Você não poderia esperar mais um pouco? Ter a certeza que é isso mesmo o que você quer? Não quero que se arrependa mais tarde.
Leonardo: Nunca irei me arrepender, mamãe. Tudo o que eu mais quero é ser feliz, e para que isto aconteça... somente me casando com o Fred.
Luciana: E se ele não for quem você pensa ser? Você precisa considerar tudo isso.
Leonardo: Pelo amor de Deus, não é mãe? Já sou grandinho o suficiente, sei muito bem me cuidar. Ele provou que merece todo o meu amor.
Luciana: Te apresentando a mãe dele? Desculpe, mas isso não é nada demais. Estou dizendo, você tem que conhecer ele primeiro. Tenho certeza que você não sabe da missa a metade.
Leonardo: Eu o conheço muito bem. Aliás, tenho certeza que é o Cléber quem fica colocando isto na sua cabeça. De uns tempos para cá, ele desenvolveu uma cisma com o Fred, que eu sinceramente não entendo.
Luciana: Alguma o Frederico aprontou para deixa-lo daquela forma, não acha? O Cléber deve ter seus motivos para não confiar nele.
Leonardo: Ai, não acredito que a senhora está se deixando influenciar por ele. Não sei o que o Cléber quer, mas... minha felicidade com o Frederico é que não é.
Luciana: Faça um esforcinho por mim, meu filho. Tente conhecer mais o Frederico, depois vocês se casam, quando você tiver certeza que ele merece o seu amor.
Leonardo: Desculpa mãe, mas o que eu mais quero é me casar com o Fred, o mais rápido possível. E nada, nem ninguém irá nos separar.
 
Cena 3- Mansão Sales Couto de Sá- Noite.
Antonella surge com a polícia. Daniele e Roberto não conseguem esconder o nervosismo.
 
Antonella: Como prometido, voltei com a polícia. – Ela entra no local com dois policias. – Agora vocês não irão escapar.
Roberto: Mas que invasão é esta na minha casa? – Ele não disfarça o nervosismo. – A que situação chegamos!
Antonella: Não banque o cínico, papai. Será que agora que a polícia veio, o senhor passou a ter medo? Me impressiona um homem tão viril como você agir desta forma.
Roberto: Continuo o mesmo de sempre, pois continuo a não dever nada para ninguém.
Daniele: Você não se cansa deste teu showzinho, minha irmã? – Também está um tanto que nervosa com a presença da polícia. – Quando vai parar com esta loucura?
Antonella: Como eu os disse... – Ela olha para os policiais. – Esses dois internaram duas mulheres ilegalmente, e devem ser presos por isso.
Policial 1: Isto se confirma, senhor? – Ele pergunta com as mãos nos bolsos, sério.
Roberto: Desculpa incomodar o serviço dos senhores, mas é que a minha filha não anda psicologicamente bem.
Daniele: Depois que a nossa mãe e a nossa vó se foram, quer dizer, morreram, ela deu para ter esses surtos. – Ela se aproxima de Antonella. – Vem maninha, vai passar.
Antonella: Tira estas suas mãos sujas de mim. – Ela dá um tapa na mão de Daniele, que se afasta, fingindo estar com medo. – Se tem algum louco aqui, é vocês.
Daniele: Está vendo, seu policial? – Ela fala com os olhos cheios de lágrimas. – A minha irmã está completamente ensandecida, não diz coisa com coisa.
Policial 2: Pelo visto tudo não passou de um mal entendido. – Ele fala para o outro policial. – Talvez seja melhor irmos para não perdermos o nosso tempo.
Antonella: Pera ai. Vocês não podem acreditar neles. Se eu sou louca como estão dizendo, por que me deixam assim? Liberta, como se eu fosse normal?
Roberto: Para de fazer isto Antonella. Você sabe muito bem que a Cleide nos contou que você a golpeou pelas costas e saiu correndo. – Ele olha para os policiais. – Cleide é a enfermeira que cuida dela. Elas foram dar um passeio no parque, e... ela acabou fugindo.
Daniele: Deixo que eu os acompanho até a porta. – Ela acompanha os policiais, que vão embora.
Antonella: Desgraçados. Não acredito que conseguiram enganar até mesmo a polícia. – Ela os olha com raiva. – Vocês não vão conseguir enganar as pessoas por muito tempo.
Daniele: Tudo que queremos, nós conseguimos. – Ela a manda um beijo. – Também te adoro bastante, maninha querida.
Antonella: Não me dei por vencida ainda. Preparem-se, pois eu conseguirei mandar vocês para o xilindró, e acharei a minha mãe e a minha avó.
Daniele: Me segura, pai. Estou tremendo de medo. – Ela se aproxima de Roberto, ironicamente. – Eu tô cagando e andando para você, Antonella.
 
Cena 4- Apartamento de Celso- Noite.
Pierre e Lilla surgem com os papéis assinados, Maria Letícia e Celso não escondem a felicidade.
 
Pierre: Demorou, mas ela assinou tudo direitinho. A travesti caiu feito um patinho.
Lilla: Sem falar que eu levei uma bela surra por estes benditos papéis. Espero mesmo que cada tapa que levei tenha valido a pena.
Maria Letícia: O esforço de ambos valeu muito a pena. – Ela olha a papelada sorridente. – O fim daquela travesti está mais do que certo.
Lilla: Não vejo a hora de vê-la cair de uma vez por todas. Não aguento mais ter que me humilhar a ela.
Pierre: E eu então? Não consigo me escutar chamando ela de “dona”, quer dizer, prefiro me fazer de surdo.
Maria Letícia: Não se preocupem meus queridos. Tudo isso está com os dias contados. A mordomia daquele projeto de mulher está acabando.
Pierre: Será mesmo que a rainha vai conseguir acabar com aquela travesti?
Maria Letícia: Como ousa duvidar da sua rainha? Cuidado com o que você fala. – Ela olha para Celso. – Não está feliz por nós termos conseguido voltar a realeza?
Celso: Então nós voltamos a realeza? Mas você nem deu os papéis para o Lourival ainda. As coisas ainda não estão totalmente resolvidas, meu amor.
Maria Letícia: Para que isso aconteça não demorará muito. – Ela é firme. – E não esperarei nem mais um dia. Amanhã mesmo irei tirar aquela travesti do meu lugar.
Celso: Aqui está o número do Lourival. – Ele entrega o celular para Maria Letícia. – Quanto antes você ligar para ele, melhor.
Maria Letícia: Silêncio. Vamos fazer um minuto de silêncio pela rápida passagem daquela mondonga na minha realeza. – Ela pega o telefone.
Lilla: E que final você dará para ela? Pois pode ter certeza que a José não deixará isso barato.
Maria Letícia: Não se preocupe com pouca coisa, Lilla. Já tenho o fim ideal para a nossa amiguinha.
Lilla: Me bateu até uma pontinha de curiosidade. O que a rainha está pretendendo fazer com a plebeia que ousou atravessar o seu caminho?
Maria Letícia: (Ao telefone): Lourival? Não vou tomar o seu tempo não. O que tenho para falar é algo rápido. – Ele fala algo. – Já estou com toda a papelada assinada, só preciso que venha buscar. – Ela sorri. – Isto mesmo. Tá bom, estarei esperando. Beijos, boa noite.
Pierre: Você ainda não respondeu a pergunta da Lilla. Como pretende se livrar da travesti?
Maria Letícia: Mandando ela para bem longe daqui, fazendo com que ela morra lentamente.
 
Cena 5- Mansão Garcia de Albuquerque- Noite.
Marillu conta o que Ivan a fez. Severino e Frederico ficam indignados com a atitude do rapaz.
 
Frederico: Severino? O que está fazendo aqui? Quer dizer, acho que preciso treinar a te chamar de pai, não é?
Severino: Não vamos forçar a barra. Quando você achar que estiver pronto para me chamar de pai, poderá fazer isso quando quiser.
Frederico: Tudo bem, mas ainda não entendi o que está fazendo por aqui.
Severino: Eu vim pegar as minhas chaves com a sua mãe. Será que você poderia chamar ela para mim?
Marillu: Não precisa. – Ela fala do alto da escada. Marillu desce cautelosamente. – Você nem vai acreditar no que me aconteceu.
Frederico: Acho que deve ter caído, já que está com a bochecha roxa. – Ela se aproxima deles.
Marillu: Antes fosse. Tentei falar com o Ivan, mas ele acabou me afastando. Ou melhor, o nosso filho me bateu.
Severino: O que foi que ele fez? Mas você não foi tentar finalizar aquele assunto com ele? Por que ele agiu desta forma?
Marillu: Ele estava drogado, e completamente alterado. – Ela fala quase chorando.
Frederico: Além de louco é drogado, combinação perfeita. – Ele comenta indignado. – Você não podia ter deixado ele sair impune, mãe. Até aonde sei, você é a mãe dele e ele tem que te respeitar, assim como eu te respeito.
Marillu: Vamos deixar isto para lá. Hoje você conversa com ele sobre o que falamos lá no clube, e logo tomarei as providências necessárias.
Severino: Ele vai me escutar, ah se vai. O Ivan precisa saber se controlar. Ele não queria tanto ter uma mãe? Agora que tem, é assim que ele age? Faça-me o favor, não é?
Marillu: Aqui estão as suas chaves. Muito obrigada por tudo, Severino. Você não sabe o quão está sendo importante para mim. – Ela o entrega as chaves.
 
Cena 6- Cobertura de Marisa- Noite.
Marisa liga para Maria José para falar sobre a festa no clube. Ela conta sobre a papelada que assinou, e a outra desconfia.
 
Marisa (Ao telefone): Tudo já está muito bem encaminhado. Consegui alguns artistas para cantar na festa e os convites foram todos impressos. Amanhã mesmo pagarei para que alguém os entregue.
Maria José (Ao telefone): Rico é sempre assim? Gosta das coisas em cima da hora? Pois gosto que me avisem um mês antes, para que eu possa me preparar.
Marisa (Ao telefone): Na verdade, tanto fez com tanto faz. Eles têm grana para qualquer evento que apareça, mesmo que seja para cima da hora.
Maria José (Ao telefone): O cascalho faz a diferença. – Ela sorri. – Mas já que está tudo em ordem, preciso falar de outra coisa.
Marisa (Ao telefone): Pode falar, sou toda ouvidos.
Maria José (Ao telefone): Quando que vai acabar está sessão de assinação de papéis? Já pensei até que tinha acabado. Mas o Severino me enviou mais uma papelada hoje.
Marisa (Ao telefone): Sério? Depois daqueles papéis que assinamos no clube, nunca mais voltei a assinar nada. Será que não foi nenhum engano?
Maria José (Ao telefone): Engano? Pouco provável que tenha sido.
Marisa (Ao telefone): É, pode não ter sido. Mas que é estranho é. – Ela fala desconfiada.     
 
Cena 7- Asilo- Dia.
Tiago visita a avó, e acaba conhecendo Célia, que o fala como se aproximar de Maria Luiza.
 
Tiago: Você acha que eu sou de ficar compromissado, vovó? O seu neto não nasceu para namorar não.
Amélia: Espero só que você encontre alguém que te acompanhe até o ultimo dia da sua vida.
Tiago: Quem sabe eu não encontre. Te confesso só que... estou gamado em uma moça ai. Mas não para namorar, só para passar uma noite mesmo. Acho ela muito gostosa, porém, não me dá bola.
Amélia: Você é igualzinho o seu pai. A mulher que ele ficou por mais tempo foi a sua mãe, namoraram durante dois anos.
Tiago: E só porque ela engravidou dele. – Ele faz uma pausa. – A senhora tem certeza que prefere ficar por aqui? Por que não vem morar comigo, vovó?
Amélia: Eu me sinto bem aqui, meu neto. Desde a morte do seu pai e do seu avô, venho me sentindo bastante sozinha. Aqui é o meu lugar, tenho bastante amigos por aqui.
Tiago: Já que a senhora prefere, tudo bem. – Ele sorri. – Mas quando quiser sair daqui é só falar. Me corta o coração te ver neste lugar, mas como a senhora quis se auto internar... o máximo que eu pude fazer foi aceitar.
Amélia: Ei, Célia. – Ela a chama ao vê-la passar. – Ela é nova por aqui, mas já nos tornamos grandes amigas. Conheça o meu neto.
Célia: Muito bonito o seu neto. – Ela fica fascinada com a beleza do rapaz. – Prazer, Célia.
Tiago: Prazer... – Ele beija a mão dele. – Tiago. A senhora também é muito bela.
Amélia: Agora diga quem é essa mulher que anda mexendo com a sua cabecinha?
Tiago: Não é para tanto, vovó. Só acho ela bastante gostosa, e faria de um tudo para passar uma noite com ela. – Ele pega o celular e mostra uma foto para elas. – Peguei esta foto na internet.
Célia: Maria Luiza? – Ela pergunta, surpresa. – Eu conheço essa garota. Aliás, sou muito amiga da família dela.
Tiago: Sério? Ela apareceu na minha boate umas duas vezes, mas não deu muita bola para mim não. Pensei que ela voltaria lá mais vezes, porém, me enganei. A garota evaporou. Pensei em procura-la, mas nem sei aonde mora. Malmente sei aonde fica o clube da família dela.
Célia: É. Mas você deve saber que só entra lá quem é sócio, ou quem pretende se tornar um. Acho que posso te ajudar, se quiser. Sei muito bem o endereço da casa dela.
Tiago: Sério que a senhora faria isso por mim? – Ele se alegra.
Célia: Posso até te ajudar, mas não é certeza que ela ficará com você. Pelo tempo que a conheço, tenho firmeza ao falar que ela é uma tremenda patricinha.
Tiago: Deixa comigo. Tenho algo que irá fazer ela gamar na minha. – Confiante.
Célia: Se você está dizendo, posso te falar como se aproximar dela. Mas vou querer que você me faça dois favorzinhos. – Amélia os observa. – Somente dois.     
 
Cena 8- Mansão Sales Couto de Sá- Dia.
Roberto e Michele namoram, e ele a convida para morar consigo mais uma vez. Ela se lembra do que Maria José a disse.
 
Roberto: Viu só meu amor? Tudo aqui está bem melhor sem aquele ninho de cobras. – Ele a beija. – Gostou?
Michele: Fico feliz em saber que você se separou amigavelmente da sua ex-mulher. E estou me sentindo mais segura ao entrar aqui.
Roberto: Não tem mais Simone para ameaçar a nossa vida com uma faca. – Eles gargalham. – Se lembra como ela avançou em nós? Se ela tivesse nos pegado, estaríamos mortos uma hora dessas.
Michele: Dizem que mulher traída é capaz de qualquer coisa, e eu vi na prática que isto é verdade.
Roberto: Agora vamos esquecer elas. Deixem as três lá no lugar delas. – Ele a olha no fundo dos olhos. – Só depende de você. Eu só preciso que você me responda com um “eu aceito”. Por favor Michele, vem morar comigo?
Michele: Não sei se devo. – Ela adota uma expressão séria, e algo vem a sua cabeça.  
(FLASHBACK)
Maria José: Sei que eu não deveria te falar, até porque nem tenho provas para sair falando sobre isso. Mas mesmo assim, preciso compartilhar as minhas desconfianças com você.
Michele: O que foi que o Roberto aprontou, hein José? É algo grave?
Maria José: É sobre uma coisa que fiquei sabendo há algum tempo atrás. Algo bastante suspeito, e que inclusive comentei com a Daniele, antes dela se rebelar contra mim. – Michele a olha atentamente.
(FIM DO FLASHBACK)
Michele: “E se ele tiver mesmo feito aquilo? O Roberto pode fazer o mesmo comigo. Mas ele disse que comigo era diferente, só que ele pode estar me enganando.”
Roberto: Não pensa muito, amor. Responde logo de uma vez se aceita ou não.
Michele: Eu não posso. – Ela o olha assustada. – Ainda não.
Roberto: Tá bom. Tudo no seu tempo, não é? – Ele fala inconformado.  
 
Cena 9- Clube Realeza- Dia.
Daniele surge para conversar com Maria José, as duas ficam mexidas.
 
Daniele: Sabia que eu conseguiria te encontrar por aqui. – Ela entra na sala de Maria José. – Quanto tempo, não é?
Maria José: O que você está fazendo aqui? Agora que fiquei rica, resolveu vim me cobrar por tudo aquilo que causei na sua vida? Por você ter sido tão humilhada, tão rebaixada por causa da aberração aqui.
Daniele: Nós precisamos ter uma conversa. – Ela se senta. – Quero apenas que me dê alguns minutinhos para me explicar.
Maria José: Você não tem nada para explicar, Daniele. Tudo que você tinha para me dizer, você disse naquele dia.
Daniele: Pelo amor de Deus, me deixa falar. – Ela implora. – Você não sabe o quanto me doeu te dizer tudo aquilo, não sabe o quanto me arrependi por ter magoado a senhora.
Maria José: Me poupe, Daniele. Me poupe de seu teatrinho fajuto, você não merece a minha atenção. – Ela se levanta.
Daniele: Eu sei que você não é como os outros: o dinheiro não subiu a sua cabeça. Sei que continua tendo o mesmo coração mole de sempre. – Os olhos dela enchem de lágrimas.
Maria José: Você não me conhece mais. Assim como eu nunca te conheci. – Ela tenta ser forte, mas fica comovida. – Por favor, sai daqui.
Daniele: Espero que um dia você me entenda, e me perdoe pelo que eu fiz. – Lágrimas escorrem o seu rosto. – Pois tudo o que fiz foi por vingança, foi para vingar o nome da minha mãe. Mesmo que por uma hipótese.
Maria José: Eu não acredito que... – Ela perde as palavras. – Você fez tudo isso por causa daquilo que eu te disse.
Daniele: Pois pode acreditar. Minha mãe não merecia... ele sim. – Maria José reluta para abraça-la. – Mas ainda não acabou, é preciso que eu o faça sofrer... e confessar o que fez.
Maria José: Preciso trabalhar, tenho muita coisa para fazer ainda. Se você quiser nós podemos conversar depois. – Ela seca as lágrimas que encharcavam o seu rosto.
Daniele: Adorei te ver novamente, depois de tanto tempo. – Ela vai embora.
Maria José: Burra, burra, você devia ter abraçado ela. – A travesti dá socos na mesa. – Ela me enganou, tudo não passava de um plano para se vingar do pai.    
 
Cena 10- Mansão Garcia de Albuquerque- Dia.
Antonella seduz Frederico e os dois acabam na cama. Marillu os interrompe.
 
Antonella: Eu sei que você ainda é louquinho por mim. – Ele o beija na orelha. – Sei que agora está pensando no meu corpo nu, estirado ali na sua cama.
Frederico: Para com isso, Antonella, já não disse que não quero mais nada contigo? – Ele revira os olhos de tesão.
Antonella: Assume para você mesmo, que precisa de mim, que não consegue ficar mais nenhum segundo sem sentir os meus lábios sobre os seus. – Ela o beija no pescoço. – Admite, Fred, admite.
Frederico: Para de brincadeira. – Ele a joga na cama. – Vem aqui sua cachorra. – Ele tira a camisa e depois começa a tirar a roupa dela.
Marillu: Desculpem interrompê-los. – Ela bate na porta. – Mas é que tem algo aqui para você, Antonella.
Frederico: Vai lá ver o que é, estarei aqui esperando você. – Ela caminha até a porta e abre.
Marillu: Parece que um moleque de rua deixou ai no portão, é um CD.
Antonella: Um CD? Que estranho.
 
Cena 11- Mansão Corte Real- Tarde.
Lilla fala para que Gaby aproveite as suas ótimas horas no local. Ela estanha e não entendi.
 
Lilla: Essas marquinhas das suas unhas no meu rosto não vai ficar assim não. Pode ter certeza que você terá o que merece, querida.
Gaby: Sério? E o que seria? – Ela é irônica. – Não me diga que você vai me matar. Estou tremendo de medo.
Lilla: Ri, sua idiota. Ri enquanto pode. O seu tempo nesta mansão já está se esgotando, sua vida mudará completamente, porém, para pior.
Gaby: Vai me dizer que anda se inspirando em alguma vidente? Naquela web das seis tinha uma ótima, será que é ela que você está querendo copiar?
Lilla: A Alminha podia até acertar todas, mas tenha a certeza que ela nunca iria prever o que vai acontecer com você e essa raça de gente podre.
Gaby: Hm! Estou começando a acreditar em você. – Ela finge medo. – Será que você não cansa de ser ridícula? Vai caçar o que fazer.
Lilla: Não vou fazer mais nada nesta casa. Os dias de glória de vocês... acabou.
Gaby: Pode ter certeza que a José ficará sabendo desta sua ousadia. E não restará outra, você será colocada no olho da rua.
Lilla: Quer saber de uma coisa? Eu mesma me demito. – Ela vai para a cozinha e deixa Gaby confusa.
Gaby: A vadia da Lilla deve estar aprontando alguma. Está com a crista em pé, e isto não é bom. – Ela fala consigo mesma desconfiada.
 
Cena 12- Clube Realeza- Tarde.
Maria Letícia esfrega na cara de Maria José que é dona do clube e da mansão novamente.
 
Maria Letícia: Será que você pode dispensar esses seguranças mequetrefes? Preciso muito falar contigo. – Ela entre na sala de Maria José, acompanhada por dois seguranças.
Maria José: Fiquem do lado de fora, para me socorrerem se for preciso. – Eles saem. – O que você quer comigo?
Maria Letícia: Desta vez eu não vim te ameaçar, e ainda nem fui informar a sua sobrinha que ela está na minha lista negra.
Maria José: Tá, tá. Parte direto para o que você veio fazer aqui. – Ela é grossa.
Maria Letícia: Eu vim pedir para que você saia do meu clube, da minha mansão. Enfie o seu rabinho entre as pernas e dê o fora da minha realeza. – Ela é enfática.
Maria José: E por que eu faria isso? – Ela pergunta ao gargalhar. – O Alberto deixou isto tudo para mim e você não tem o direito de...
Maria Letícia: Não tinha até você passar tudo para mim. – Ela mostra a papelada que Maria José assinou. – Será que você se recorda destes papéis?
Maria José: Então... foi você? – Ela está perplexa.
Maria Letícia: Acabou Maria José. Pelo visto a “primeira rainha travesti” não durou por muito tempo. Tá na hora de dar tchau. – Elas se encaram com muito ódio.  
 

CONTINUA...




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Rodrigomes
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Hugo Závoli

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Idade : 22
Cidade : Angra dos Reis

MensagemAssunto: Re: Realeza || Capítulo 51   04.02.15 10:59

Capítulo sensacional, pelo visto Maria Letícia irá voltar com tudo, parabéns aos autores pela web-novela.
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Realeza || Capítulo 51
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