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 Palavra de Honra || Capítulo 2

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Alencar Tognon
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Idade : 22
Cidade : ...

MensagemAssunto: Palavra de Honra || Capítulo 2   04.05.13 21:07

Palavra de Honra


Quando Hugo pode ver o palco, ainda com as cortinas fechadas, seus olhos arregalaram com a cena. Lá estava ela: Belinha com uma faca cravada em seu pai, ainda de pé, semi tonteando para cair.
Sem pensar duas vezes, Hugo corre até ela para tentar salva-la, uma vez parado em frente, as cortinas vão se abrindo lentamente. Era certo. O Brasil se chocou. Uma imagem que seria guardada pelo resto dos anos na história do Brasil. Sim, Hugo supostamente teria assassinado Belinha Alcântara.


CENA 2 – Continuação imediata da cena anterior
A Partir de então, o público totalmente chocado pelo ocorrido que presenciaram, começam a soltar trilhões de palavrões que afetavam a moral de Hugo.
Com o choque, Hugo não conseguiu pega-la em suas mãos, portanto o corpo de Belinha cai sob o chão vago.
Hugo ao cair na consciência da cilada que acaba de cair, apenas fala, mesmo em vão:
HUGO: Não... Não fui eu. Acreditem.
Desde então, guardas o rendem, já sendo delegada sua prisão.
HUGO: Pelo amor de Deus! Acreditem em mim, eu jamais cometeria algo desse tipo com Belinha!!
De lá, foi possível avistar Lívia, sua esposa, ao lado de Wulísses Borges em um dos camarotes mais privilegiados... Com os olhos já lagrimejados, falou meio que sussurrando em direção à ela.
HUGO: Não... Você não pode estar acreditando nisso. Meu amor, por favor, acredite em mim.
Wulísses o olha com cara de deboche disfarçada, e aborrecendo ainda mais os sentimentos de Hugo entrelaça seu braço direito sobre Lívia. Hugo não teve outra: Desaba a chorar.


CENA 3
Lívia tentando desviar da multidão, com as lágrimas escorrendo sobre seu rosto, sem direção. A oportunidade era ótima a Wulísses. Nada como abraçar a oportunidade, no momento de dor de sua presa.
WULÍSSES: Por favor, me espere Lívia. Você não pode chorar por um homem, ainda mais por ESSE homem. Ele não te merece! É um assassino!
LÍVIA: Como ele pode ter feito isso? Por quê? – desaba a chorar, desabafando aos ares - Uma vida construída juntos, sonhos a serem realizados a dois... Por quê?? Por quê ele fez isso!?
Lívia, revoltada cai ao chão. Wulísses não perde tempo e ajoelha para falar com ela lado a lado.
LÍVIA: Minha vida acabou! Foi destruída!
WULÍSSES: - passando a mão sobre seus cabelos- Tranquilize-se... Você sempre foi uma mulher forte... Não será agora por causa, de um homem desses que você vai prejudicar você e sua filhinha que esta por vir...
LÍVIA: - Refletindo – Então era verdade... Hugo tinha um caso com Belinha...
WULÍSSES: Você nunca acreditou no que todos diziam. Hugo Sempre teve um caso com Belinha! Ele a assassinou porque não tinha outra escolha! Você está gravida!
LÍVIA: - Com certo rancor – Como pude me enganar tanto? ... E agora? Como vou explicar a minha filha, inocente, de que tem um pai tão baixo como ele?
WULÍSSES: - passando a mão nos cabelos de Livia – Não se preocupe, Livia... Você sabe que sempre terá a mim... Independente de qualquer coisa. E ELE terá o que merece! Pessoa desse porte não tem perdão.
Wulísses a abraça e logo em seguida a levanta com o objetivo de leva-la para casa, com seu carro.


CENA 4
Hugo sendo levado em meio a multidão que em volta tentavam surrar, atacar algo sobre ele, enfim, queriam afeta-lo de alguma forma. A revolta era tamanha que ninguém media esforços para odiá-lo com todas as forças... O homem que destruiu uma das maiores Artes do Brasil.
Hugo, ao ver Lívia sendo levada pelos braços de Wulísses, se livra dos guardas com um golpe de capoeira, utilizado naquele momento para sua libertação.
A Essa altura, Lívia já dentro de um dos carros mais luxuosos da década de 40, começa a bater na janela desesperadamente, a fim de que a chamasse a atenção e ela enfim acreditasse em suas palavras.
HUGO: Lívia! (bate na janela do carro, onde ela estava sentada) Lívia, você precisa me escutar! Isso é uma mentira! Escute-me, Lívia! Eu sou inocente, eu dou minha Palavra de Honra. Por favor, Lívia !!!
Sem sucesso, Hugo se deixa ser rendido. Dessa vez, os policias já haviam chegado, então foi algemado para uma prisão que provavelmente seria perpétua... A situação mais humilhante que poderia viver em toda sua vida.


CENA 5
Raul radiante, segura sua máquina fotográfica com orgulho.
RAUL: Sensacional! Que dia, óh meu Deus, que dia! Um fato desses vai nos dar muito lucro, Carmélia. Dia de sorte!
Carmélia chocada com toda aquela situação surpreende-se com a atitude antimoral de seu colega de trabalho.
CARMÉLIA: Raul? Eu não posso acreditar que esta dizendo isso... Como pode ficar feliz, com a infelicidade de tanta gente?
RAUL: Larga de dar uma de certinha, dona Carmélia Lozano. Depois da criação do DIP, tudo qualquer notícia lucrativa, foi impedida. Uma notícia dessas, nunca que vão barrar. Com certeza o Brasil inteiro vai comprar o jornal da semana! Finalmente, vou poder fazer umas comprinhas extras que tanto quero!
CARMÉLIA (ainda indignada) Eu não posso acreditar que estou trabalhando com um homem tão mau caráter como você!
Carmélia, com tamanha raiva das palavras de Raul, saca a câmera que ele segurava com tanto orgulho, e ataca ao chão com a maior força que pode. Pisoteia ao máximo para desmanchá-la totalmente.
RAUL: (desesperado) O que você esta fazendo? Não! Pare, Carmélia, pare!
CARMÉLIA: Isso é pra você aprender, a ter mais respeito com as pessoas, seu descarado!
Em ar de Fúria, Raul inconformado com a perda daquelas preciosas imagens, grita para Carmélia que já havia virado as costas para caminhar em busca de novas informações.
RAUL: Maldita! Você sabe que eu dependo disso pra viver! Você não esta se importando porque já tem muito dinheiro...
Enquanto Raul continuava falar, Carmélia vai em direção a ele, com medo de que ele falasse demais.
RAUL: (continuando) Você já tem muito dinheiro, porque já foi uma p/
Carmélia lhe da uma bofetada.
CARMÉLIA: Nunca se atreva a dizer isso... Você sabe muito bem o que me aconteceu, e não são seus julgamentos que me fará perder minha dignidade!
RAUL: Tudo bem, desculpe Carmélia, é que eu fiquei revolt/
CARMÉLIA: Você sabe muito bem, que o evento que ocorreu hoje tem muito mais mistérios do que a gente pode imaginar... E não é com um sensacionalismo barato que vamos conseguir manter nosso sustento! (respira fundo, e agora fala em tom ameaçador) Não se atreva utilizar nosso jornal como um meio de apoio a esses miseráveis. Temos uma dívida com esse povo, e vou cumpri-la! Custe o que custar.
Carmélia vira-se e vai embora, deixando Raul pensativo com a mão escondendo o vermelho que o tapa de Carmélia deixou em seu rosto.


CENA 5
Carmélia entra em seu carro, e antes de liga-lo, pensa alto, falando a si mesma:
CARMÉLIA: Não foi ele... Hugo Leal é inocente, tenho certeza...


CENA 6
Wulísses deixa Lívia na porta de sua casa. Antes de ela sair do carro, a pega pelo braço docemente.
WULÍSSES: Você sabe, Lívia... Você não precisa sofrer mais. Você terá tudo o que precisa ao meu lado. Você e sua filha.
LÍVIA: (mudando de assunto) O que vai acontecer com ele? O que vai acontecer com o Hugo?
WULÍSSES: Ah, querida... O que acontece com a maioria dos criminosos do Brasil. Vai ser transportado para outro país, ficará sobre vigilância 24horas, sei lá. E é melhor deixar isso pra lá, este homem só te enganou esse tempo todo, é melhor você viver uma nova vida.
LÍVIA: Pode não ser verdade... E/
WULÍSSES: Que outras provas você quer, Lívia? Ele tinha um caso com ela, ficou explicito naquela cena. A assassinou porque todos sabem o jeito que Belinha encara seus romances e/ (percebendo que estava falando demais, troca de assunto) Querida, você se livrou de uma pedra, um estorvo em sua vida... Está na hora de você ser feliz!
Lívia sem saber responder, apenas deixa escorrer uma lágrima em seu rosto e se retira do carro.
Wulísses sozinho, sorri.


CENA 7
Hugo, levado a força, é trancado em uma sala minúscula, sem qualquer tipo de iluminação. Logo após algumas horas começa a se recordar melhor de todos os detalhes que arruinou sua vida.

Primeiramente, no momento em que foi aos braços de Lívia, nos preparativos internos do show (suposta cena 3 - capítulo 1) alguém passa rapidamente sobre o corredor de refúgio. Quem poderia ser? Para ele, nada mais do que qualquer um que estivesse envolvido nos preparativos do show... Teria sido o verdadeiro assassino de Belinha?

E assim lembra-se repentinamente, vindo em sua memória como um relâmpago, a fala de Belinha Alcântara antes de morrer, que no momento nem se dará conta:

“BELINHA: A Voz do povo é a melodia do Sucesso!”
Os olhos de Belinha irradiavam, mal parecia que tinha uma faca cravada em seu peito e que logo deixaria de existir. Mas essas foram suas palavras sussurradas como se fosse sua última canção de amor.
Hugo, sem entender repetiu a frase lentamente e logo se questionando.
HUGO: “A Voz do Povo é a melodia do Sucesso”, o que será que ela quis dizer? ...


NO PRÓXIMO CAPÍTULO
Wulísses vai ao encontro de outros influentes políticos do país, entre eles Sérgio Alcântara, pai de Belinha. O que será que ele tem a dizer sobre a recente tragédia?. Lívia, vai ao encontro de Hugo, para o acerto de contas final. Um grupo de fãs de Belinha decide invadir a prisão onde Hugo está preso.

Não perca, amanhã tem o 3° Capítulo de Palavra de Honra
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