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 Palavra de Honra || Capítulo 12

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Alencar Tognon
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Idade : 22
Cidade : ...

MensagemAssunto: Palavra de Honra || Capítulo 12   30.05.13 16:02

Palavra de Honra


CENA 1
Sérgio Alcântara adentra a mansão Borges sem escrúpulos. Lívia o vê chamando pelo nome de: “Wulísses Borges” e estranha que depois de tanto tempo e com o fim da política dos mesmos ele tenha voltado a procura dele.
Lívia prefere ficar espiando sem que ele veja sua figura.
Alberico as pressas vai chamar Wulísses que furioso entra na sala tentando fazer Sérgio parar de gritar.
WULÍSSES: Sérgio, vamos conversar em outro lugar!
SÉRGIO: Eu estou descontrolado, agora me caiu a ficha! Eu preciso de justiça, Wulísses;
WULÍSSES: Sabia que um dia isso iria acontecer. Por favor, se acalme.
SÉRGIO: Não! Não me acalmo! Eu quero que de alguma maneira a justiça seja feita, e eu mereço pagar por isso... EU E VOCÊ!
WULÍSSES: O que eu tenho haver com isso??
SÉRGIO: Não se faça de sínico, Wulísses! ... Bem como EU e bem como VOCÊ somos culpados pela morte de minha filha, Belinha Alcântara!
Lívia se choca. Seu marido, e o próprio pai de Belinha supostamente seriam culpados da morte de Belinha. É isso mesmo!?


CENA 2 – Continuação imediata da cena anterior
Wulísses estremece. E se Lívia ou Emanuelle escutasse toda aquela discussão.
WULÍSSES: Por favor, Sérgio. Vamos ao meu escritório para poder conversar melhor.
Sérgio o acompanha. Wulísses certificou-se com uma observação de 360 graus, que não havia ninguém ouvindo tudo aquilo. Mas, Lívia estava, boquiaberta com toda aquela cena. O que será que os dois tem haver com o assassinato de Belinha? Hugo teria sido realmente inocente?


CENA 3 – Continuação da cena 5 capítulo 11.
Renée surpreendido com a chegada de Emanuelle, media em seu pensamento as melhores palavras para conseguir uma ajuda da garota.
RENÉE: Emanuelle. Você apareceu como um anjo.
EMANUELLE: O que você esta fazendo aqui? Não me diga que você é um usuário/
RENÉE: Que isso!? Nunca inseri uma gota de álcool, quem dirá isso! ... Mas, pelo jeito você/
EMANUELLE: Nem continue! Não tive outra escolha... Ser usuária era a única saída que encontrei para esquecer todo o INFERNO que eu VIVO!
RENÉE: Você não precisa disso, Emanuelle.
EMANUELLE: Você foi mais um dos motivos para me entregar totalmente a elas, Renée... Por que foi me enganar tanto?
RENÉE: Eu não e enganei... É uma longa história você não entenderia.
EMANUELLE: - Revoltada- Todos me dizem isso! Eu não entenderia! Todos me tratam como uma criança maternal! Não suporto isso!
Renée corre para abraça-la e tentar acalmar aquele coração não compreendido.
RENÉE: - Sussurrando em seu ouvido - Você pode contar comigo... Sempre! O Amor que sinto por você, é um amor diferente... Entenda.
Emanuelle deixa uma lágrima escorrer pelo seu rosto e diz cedendo a todo encanto de proteção de Renée.
EMANUELLE: Pode contar comigo... Vou te ajudar em que precisar.
Renée a abraça, emocionado. Mais uma missão completa. Assim, Renée conta todos os últimos acontecimentos.


CENA 4
- INTERLIGAÇÃO – Passado, ano de 1933.
Belinha Alcântara com seus 13 anos, cantava para sua boneca.
Sua voz sempre fora encantadora. Seu pai emocionado ouvia escondido atrás de uma parede que dava acesso a área de lazer da enorme casa que só abrigava o pai solteiro de uma filha triste pela ausência da mãe.
Além de linda, sua voz arrancaria multidões. E não foi atoa que 7 anos depois, o povo brasileiro chorou e guerreou pela sua honra, após seu assassinato. Belinha Alcântara.
BELINHA: Meu sonho é ser mãe e ter uma família tão bela como foi eu, você e a mamãe, papai.
Pobre, Belinha, não pode nem sequer casar, quanto mais ter um filho. Tantos sonhos destruídos em apenas um dia. A Morte de Belinha acabou não só com os sonhos dela própria, acabou com os sonhos de Sérgio, Hugo e milhares de brasileiros.

- E foi essa reflexão que fez com que Sérgio corresse para a casa de Wulísses Borges e discutisse sobre tudo. Ainda estava em tempo para honrar a memória de dois indivíduos. Belinha e Hugo Leal.


CENA 5
Wulísses adentra no escritório com Sérgio Alcântara que ainda apresentava seus sinais de estresse, acompanhado por Alberico. Logo, em seguida, Wulísses tranca a porta e coloca as chaves sobre seu bolso.
SÉRGIO: Nem adianta usar suas artimanhas que eu não vou cair. Quero justiça e você também tem que pagar por ela!
WULÍSSES: - Questiona com serenidade - Sérgio, tem alguém fazendo sua cabeça?
SÉRGIO: É logico que não! Só que caiu a ficha e percebi tudo o que fiz, achando quE de algum modo eu pudesse ajudar várias pessoas, e pelo jeito o Brasil só afundou cada vez mais!
Sérgio levanta-se em modo de encarar Wulísses, gritando:
SÉRGIO: EU FUI ENGANADO COMO TODO ESSE POVO BRASILEIRO!
WULÍSSES: Sente-se!
SÉRGIO: Eu, você, e todos da política da época estão envolvidos nesse brutal assassinato, sem dó e nem piedade... Hugo pagou e morreu por um crime que não cometeu... Você acha isso justo!?
WULÍSSES: - Dessa vez olhando para Alberico que acompanhava toda a cena no canto do escritório – Já consegui me livrar de um... Não é mesmo?
ALBERICO: Sim, senhor. O Filho de Carmélia Lozano suicidou-se após perceber que seria pego pelos militares.
WULÍSSES: Uma pedra a menos...
SÉRGIO: De que vocês estão falando? Filho de Carmélia Lozano!?
WULÍSSES: Pois é, Sérgio. Acredita que a coitada achava que iria revelar o mesmo que você esta tentando agora... Simplesmente, ela perdeu de novo.
SÉRGIO: Ela perdeu, mas EU NÃO PERDI.
Sérgio tenta correr para sair daquele escritório e é surpreendido com a porta trancada.
SÉRGIO: Abra essa porta, Wulísses! Maldito! Abra essa porta, me deixa ir embora!
Wulísses olhava fixamente para Sérgio, em freeze. Teria que dar um jeito de calar a boca de Sérgio. Mas, como? Naquela situação.


CENA 6
Renée encapuzado com uma blusa de frio que anteriormente Emanuelle estava usando, é guiado por ela para dentro da mansão pelas portas dos fundos. Enfim, de volta... Enquanto Wulísses acreditara que Renée estaria morto, na verdade, o seu pior inimigo estaria ali dentro, sabendo de tudo e todos para o momento certo de atacar.
EMANUELLE: Espero que eu esteja fazendo uma coisa justa.
RENÉE: E está. Garanto que não irá se arrepender.
EMANUELLE: Vou te esconder no meu quarto. Não faça nenhum barulho, o Alberico ronda pela casa inteira.
RENÉE: Pode ficar tranquila. Wulísses não vai nem imaginar que estou vivo.
Os olhos de Renée ferviam. Cedo ou mais tarde, provaria para o Brasil quem realmente era culpado pela morte de Belinha Alcântara.


NO PRÓXIMO CAPÍTULO
A Revelação foi dada, a política Vargas de 1940 é a verdadeira responsável pela morte de Belinha Alcântara. Por que seriam capazes de tamanha brutalidade?

Não perca o próximo capítulo de Palavra de Honra. Amanhã as 16:00hrs.
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